Wily Rocha (nome fictício) foi condenado duas vezes por diversos crimes previstos no artigo 71, ligado a abuso sexual de menores de idade. O processo tramita em segredo de Justiça e ainda cabe recurso a Rocha.
Rocha era membro da paróquia Imaculada Conceição, no Guabirotuba, em Curitiba, e lidava diretamente com os coroinhas. Ele foi denunciado há três anos, e, apesar disso, ainda está em liberdade.
Em novembro do ano passado, o Plural revelou o caso do adolescente João da Silva (nome fictício), que frequentava a paróquia com a família e atuava como coroinha. Rocha foi acusado de estupro de vulnerável contra o menino que hoje tem 14 anos.
Conforme o processo, João afirmou que Wily praticou sexo oral nele dentro do banheiro da Igreja. Ele foi condenado por este crime.

A condenação foi a pouco mais de 9 anos em regime fechado. A família esperava, no mínimo, 12 anos, devido a gravidade das acusações, por isso vai levar o processo para segunda instância.
O condenado chegou a ficar preso entre 23 de fevereiro de 2024 e 16 de setembro de 2024, quando pôde responder o processo em liberdade.
Em outra acusação de abuso contra outra criança que frequentava a Igreja ele também foi condenado em outubro do ano passado.
Além disso, mais um processo envolvendo uma criança que seria familiar de Rocha também está em andamento. Neste caso, ele abusava de uma menina que tinha sete anos à época, dentro da casa em que mora com os pais.
Este processo ainda tramita e não houve condenação.
