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Alunos do Medianeira participam de TEDx pensando em “reescrever o mundo”

Com o tema "Entre Fronteiras e Sonhos: A Juventude que Reescreve o Mundo", o TEDx reuniu 27 speakers que iam do sexto ano do Fundamental ao final do Ensino Médio

Alunos do Medianeira participam de TEDx pensando em “reescrever o mundo”
Apresentações foram o resultado de meses de aulas e aprendizado. Foto: Miriane Figueira
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Quando a primeira aluna do grupo subiu ao palco, o trabalho realizado durante meses por educadores e estudantes começou a se transformar em realidade: o TEDx Colégio Medianeira Youth apresentava ao público sua edição 2025. Cuidadosamente preparados, meninos e meninas passaram a discorrer sobre os assuntos que haviam escolhido, e o resultado foi uma tarde de muito aprendizado - tanto para quem se apresentou como para quem ouviu.

Com o tema "Entre Fronteiras e Sonhos: A Juventude que Reescreve o Mundo", o TEDx reuniu 27 speakers que iam do sexto ano do Fundamental ao final do Ensino Médio. E os assuntos variaram de ciências a música, de videogame a redes sociais, com um destaque especial para a crise climática. Cada aluno teve cerca de 12 minutos para contar à plateia tudo o que havia estudado sobre seu tema desde março, em aulas quinzenais no contraturno.

A primeira apresentação já deu o tom da tarde. A aluna Ana Rita Marinho Pacheco,  da primeira série do Médio, falou sobre as relações entre linguagem e pensamento. A discussão é profunda: até onde a língua que cada pessoa fala influencia no modo como ela pensa e entende o mundo? Assim como seus colegas fariam nas apresentações seguintes, Ana Rita mostrou claramente suas fontes - livros e autores que embasaram sua pesquisa.

A citação dos autores, mais do que um aval para as ideias apresentadas, faz parte do processo de aprendizado do TEDx. Fabiano Maia, educador do Medianeira responsável por orientar os alunos ao longo dos sete meses de trabalho, diz que uma parte importante do processo é justamente ajudar os estudantes a fazer sua pesquisa sobre o tema. 

Alunas do colégio fizeram também a apresentação do evento. Foto: Miriane Figueira

"Ao longo da jornada, os estudantes desenvolvem habilidades que vão muito além da comunicação: aprendem a transformar ideias em mensagens com significado", diz ele. "Pesquisam com curiosidade, organizam pensamentos com clareza e encontram sua própria voz por meio do storytelling. Nesse processo, fortalecem a autoconfiança, a empatia e a escuta ativa, descobrindo o poder de compartilhar e de aprender com o outro. Mais do que falar bem, eles aprendem a acreditar no valor das próprias ideias — e a compreender que uma boa história pode inspirar mudanças reais no mundo", conta o professor.

Além de boas ideias e boas histórias, não faltaram também modos inventivos de se apresentar para o público. Um grupo de três estudantes do Ensino Médio, falando sobre os paralelismos entre a mente humana e o videogame, encenou no palco jogos famosos como Minecraft e Red Dead Redemption. Laís Florêncio Reis e Eduardo Ostrensky contaram a história do rock com direito a trechos tocados ao vivo. E para falar de Bethânia no Teatro Opinião, a aluna Aurora Veiga Monteiro cantou lindamente trechos de "Carcará", de João do Vale.

Houve até uma fala inteira feita em inglês. A aluna Beatriz. Capriotti Kavinski, que morou por um período nos Estados Unidos, fez uma bela apresentação sobre a greve dos animadores de Hollywood - e fez várias conexões interessantes com o uso da Inteligência Artificial nos filmes, substituindo a criatividade humana.

"Eu já conhecia sobre a greve de 2024 da TAG e era um assunto que me interessava. Depois que me inscrevi no TEDx, resolvi me aprofundar no assunto vendo reportagens e notíicias sobre o tema. Além disso, assisti a vídeos do TEDx para ver como os outros speakers se apresentavam no palco e me inspirar em como eles discorriam sobre seus temas", diz a aluna, da segunda série do Ensino Médio.

Para Fabiano Maia, a parte mais rica do TEDx é acompanhar o desenvolvimento dos alunos. "Com o tempo, é possível observar transformações bastante concretas — tanto na forma de se expressarem quanto na maneira como constroem e sustentam suas ideias", diz ele.

No caso da pesquisa, diz o educador, é possível ver claramente a evolução da curiosidade inicial até o pensamento investigativo. "No começo do curso, muitos partem de uma ideia ampla, de uma vivência pessoal, de algum projeto que realizaram com algum professor aqui no colégio, ou até mesmo a partir de algum livro que tenha chamado a atenção do estudante", diz ele.

Beatriz Capriotti Kavinski: palestra em inglês sobre greve em Hollywood. Foto: Miriane Figueira

Num segundo momento, afirma o professor, os estudantes passam a buscar dados, referências e exemplos que deem sustentação às suas ideias — momento em que aprendem a pesquisar de forma mais crítica e direcionada. "Nessa etapa, realizamos seminários em que cada participante apresenta sua proposta e dialoga com os colegas. É também quando os provoco a refletir sobre por que sua ideia merece ser compartilhada, retomando um dos lemas centrais do TEDx", conta.

Por fim, conta Fabiano Maia, os estudantes passam a refletir sobre os resultados de suas pesquisas e a selecionar o que realmente dialoga com a mensagem que desejam transmitir, já considerando os elementos essenciais para a construção de sua talk.

"Considero esse processo, ao mesmo tempo, cognitivo e socioemocional, uma vez que o aluno aprende a investigar, selecionar e comunicar, mas também a pensar com mais profundidade e propósito, sempre em diálogo com o próximo", diz.

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