Anunciado pelo governo do Paraná como um dos mais modernos do Estado, o Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) Professora Eleuza Maria Alício Semprebom, em Ibiporã, no Norte do Estado, teve parte do telhado destruído seis dias após a inauguração, no dia 30 de janeiro. Segundo o Núcleo Sindical de Londrina da APP-Sindicato, até a semana passada as equipes ainda trabalhavam no conserto do telhado do auditório do colégio.
A Secretaria de Estado da Educação (Seed) informou que as aulas não sofreram interferência e chegaram a ser interrompidas . De acordo com a Seed, calhas e condutores pluviais do forro foram trocados e equipamentos elétricos e mobiliário foram repostos ainda em fevereiro.
O CEEP foi inaugurado com as presenças do governador Ratinho JR (PSD) e do secretário da Educação, Roni Miranda, além de autoridades da região. Em um evento com direito a papel picado, Ratinho Jr destacou que a estrutura atenderá 1,2 mil alunos em três turnos com laboratórios especializados e salas com ar-condicionado. Entre obra e mobiliário, o investimento foi de R$ 23 milhões, segundo o governo do Paraná.
No dia 5 de fevereiro, a APP-Sindicato informou que parte do teto do auditório do CEEP desabou por causa da forte chuva, durante uma reunião com mães e responsáveis por alunos, o que teria colocado a comunidade escolar e trabalhadores em risco. A reunião havia sido convocada para discutir a transferência de cerca de 300 alunos, o que teria sido comunicado pela Secretaria da Educação (Seed) um dia antes do início do ano letivo.
De acordo com a APP-Sindicato, cerca de 300 alunos matriculados no Colégio Estadual Olavo Bilac para cursos técnicos (Farmácia, Administração, Desenvolvimento de Sistemas e Agronegócio) foram transferidos sem aviso para o novo CEEP, por decisão do Núcleo Regional de Educação (NRE). Os alunos foram comunicados por meio das redes sociais, na véspera do início das aulas.

Elizabete Dantas, no Núcleo Sindical de Londrina da APP-Sindicato, disse que as obras de reparo do telhado continuam. "Ainda estão arrumando. Despencou tudo no auditório e no corredor". Professoras relataram ao Núcleo que o CEEP ainda não tem funcionários suficientes para atender os alunos remanejados do Colégio Olavo Bilac e que muitos permaneceram na escola de origem.
