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Ato de racismo em colégio cívico-militar gera manifestações e onda de solidariedade

Os alunos reagiram com força ao ato racista contra uma colega do 9º ano do Colégio Cívico-Militar Sebastião Saporski

Ato de racismo em colégio cívico-militar gera manifestações e onda de solidariedade
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Na quarta-feira (10), uma aluna negra do 9º ano do Colégio Cívico-Militar Sebastião Saporski, de Curitiba, voltou do intervalo, abriu seu caderno, e se deparou com as seguintes frases escritas: “Onde já se viu preto nesse colégio”,  “preta desgraçada”, “só menina branca é bonita”, “no Saporski não tem lugar pra gente preta”.

O ato racista revoltou os colegas do colégio e de outras escolas da região, culminando em uma onda de solidariedade que foi percebida na escola e nas redes sociais.

Na manhã da quinta-feira (11), estudantes do Sebastião Saporski confeccionaram dezenas de cartazes, receberam a colega com aplausos e realizaram um ato com os punhos cerrados ao alto, gesto de resistência associado a movimentos antirracistas.

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Os alunos também criaram a página TodosPelaAgata, no Instagram. Lá compartilham informações sobre o caso, combinam reuniões e mostram os atos que foram feitos na escola.

"O racismo precisa acabar, diga NÃO ao racismo! Vocês, racistas, está na hora de aprenderem que não se trata ninguém diferente por causa da cor da pele, está na hora de colocarmos um basta nisso, não nos compactuamos com essas atitudes, racismo é crime", diz uma das mensagens publicadas no perfil.

A APP-Sindicato, que representa os professores da rede estadual, também se manifestou. “É revoltante que isso ainda aconteça no interior dos colégios, mas a reação dos colegas é a prova da importância de uma educação e de uma escola antirracistas”, avalia Luiz Carlos dos Santos, secretário de Promoção de Igualdade Racial e Combate ao Racismo da entidade.

A Secretária de Educação também comentou o caso, em nota:

"O racismo é intolerável e não é aceito nas escolas do Paraná. Logo após o ocorrido, na quarta-feira (10), a direção do colégio chamou os pais da aluna para conversar sobre a situação e orientá-los, além de se solidarizar com a família. Foi aberta uma sindicância interna para apurar de quem teria partido tal atitude lastimável, a qual tanto o colégio quanto a Seed-PR repudiam. A direção realizou uma conversa geral com os estudantes sobre a gravidade do fato e a política de tolerância zero com o racismo. Neste mês, inclusive, professores de Ciências Humanas e Língua Portuguesa estão trabalhando o Mês da Consciência Negra como tema de atividades na escola. Na quinta (11) houve um protesto organizado pelos colegas em apoio a estudante".

Com informações da APP-Sindicato

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