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Cadelinha morre após ataque de outro cachorro no Barigui

Na última semana houve um protesto em memória da cachorrinha Lili

pessoas com cachorros no barigui
Ato pede Justiça para cachorrinha Lili | Foto: arquivo pessoal
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No fim de semana Juliana Laux reuniu amigos e apoiadores no Parque Barigui para pedir justiça para a cadelinha Lili, que morreu após um ataque de outros cães que estavam sem guia no local. O caso foi parar na justiça.

De acordo com o boletim de ocorrência, em 5 de setembro deste ano, no início da tarde Lili, uma cadelinha da raça dachshund foi atacada por dois cães pastores belgas malinois, que estavam sem guia ou focinheira.

Lili chegou a ser levada para atendimento veterinário, mas morreu por causa de fraturas, perfurações no pulmão e hemorragia.

No dia 22 de setembro a Polícia Civil (PC) instaurou inquérito na Delegacia do Meio Ambiente. A tutora de Lili identificou Bernardo Monteiro como tutor dos cães soltos.

Outras testemunhas confirmaram o ataque, mas não confirmaram a identidade do tutor mencionado por Juliana, e ela aponta que isso pode ter ocorrido porque ele tem parentesco com membro do Poder Judiciário.  “Isso aconteceu porque ele [Monteiro] é neto de desembargador. Eu vou continuar indo atrás, eu vou buscar medidas onde achar brecha, isso não vai ficar assim”, disse Juliana ao Plural.

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O MPPR não prosseguiu com a denúncia porque não havia provas suficientes da autoria do caso, segundo explicou Paulo César Petrini, advogado de Monteiro. “Nós entendemos e lamentamos a situação dela, é realmente muito triste perder [uma cachorra] assim, mas o Bernardo não estava no parque em que isso aconteceu. Ele estava almoçando. Nenhuma testemunha o reconheceu lá. Nós mesmos fomos à delegacia prestar esclarecimentos e o fato de ele ser neto de desembargador nada tem a ver com o arquivamento”, destacou.

O que diz a Lei?

Na Câmara de Curitiba os vereadores Jasson Goulart (Republicanos), Meri Martins (Republicanos), Rafaela Lupion (PSD) e Andressa Bianchessi (União) decidiram propor uma nova regulamentação para a circulação de cães em Curitiba. O projeto de lei, em análise, exige uso de focinheira por raças específicas e prevê multa de até R$ 3 mil para quem descumprir as regras.

O projeto de lei estabelece que todos os cães deverão ser conduzidos com coleira e guia compatível com o porte do animal, sendo obrigatória a guia curta (de até 1,5 metro) para os de mais de 20 quilos. O texto está em análise na Comissão de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Assuntos Metropolitanos.

Segundo o MPPR uso de focinheiras para cães que frequentam locais públicos é válido em Curitiba e em outros municípios do Paraná e exige que animais de raças consideradas mais violentas circulem em locais públicos utilizando o equipamento.

 

 

 

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