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Câmara de Curitiba pode ter quatro trocas de vereadores em 2026

Três partidos podem perder cadeiras devido a ações judiciais e uma vereadora responde a processo administrativo na Câmara

Câmara de Curitiba pode ter quatro trocas de vereadores em 2026
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A Câmara de Curitiba pode ter quatro trocas de vereadores neste início de 2026. Três partidos respondem a ações judiciais por suposta fraude contra as cotas de gênero nas eleições de 2024, e podem ter seus votos anulados. Isso levaria à perda de de mandato de três vereadores da atual legislatura. Além disso, há um processo de cassação contra a vereadora Professora Angela (PSOL) em tramitação na Câmara.

Veja quem são os vereadores ameaçados de perda de mandato e qual a situação de cada um:

Sidnei Toaldo. Foto: Tami Taketani/Plural

Sidnei Toaldo (PRD)

Atual corregedor da Câmara, está em seu segundo mandato como vereador. Seu partido, o PRD, é acusado na Justiça de fraudar as cotas de gênero, lançando candidatas laranja para fingir que estava respeitando os 30% mínimos de candidaturas femininas. A decisão em primeira instância foi pela cassação da chapa. O caso será decidido no TRE.

Bruno Secco. Foto: Tami Taketani/Plural

Bruno Secco (PMB)

Curiosamente, a chapa do Partido da Mulher Brasileira (PMB) é também acusada de fraudar cotas de gênero, prejudicando as mulheres. Há provas inclusive de uma candidata que fez campanha com seu nome, mas com o número de um candidato homem. O partido nega que fosse uma laranja. O caso está na Justiça e deve ser julgado ainda no primeiro semestre.

Toninho da Farmácia. Foto: Rodrigo Fonseca/CMC

Toninho da Farmácia (PSD)

O caso de Toninho da Farmácia é um pouco diferente: o que pode levá-lo à perda de mandato é também uma ação por fraude contra cotas de gênero. No entanto, o alvo da ação não é o seu partido, e sim o PRTB. No entanto, caso os votos do PRTB sejam anulados, a conta para ocupação das cadeiras na Câmara muda e o PSD perde uma vaga.

Professora Angela. Foto: Tami Taketani/Plural

Professora Angela (PSOL)

Em seu primeiro mandato, a vereadora responde a um processo disciplinar por ter distribuído uma cartilha de redução de danos para usuários de drogas durante uma audiência pública na Câmara. O material foi considerado por alguns vereadores como apologia às drogas. A defesa da vereadora conseguiu impedir a sessão plenária que definiria sua cassação no fim de 2025, mas o caso continua em aberto.

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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