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Coletivo de mães do Colégio Estadual Maria Montessori realiza protesto contra direção

Ato será nesta sexta-feira em frente ao colégio que fica em Curitiba

fachada da escola
Protesto pede afastamento da direção do Colégio. Seed não se manifestou a respeito das denúncias | Foto: reprodução/redes sociais
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Nesta sexta-feira (14) o Coletivo de Mães de alunos do Colégio Estadual Maria Montessori, no Tingui, em Curitiba, realizam um protesto contra a direção da escola, que segundo os manifestantes adota uma postura autoritária e ignora casos de bullying e homofobia.

Um casal de mães chegou a formalizar denúncia por negligência da escola por conta do bullying contra o filho delas, que foi xingado de ‘veado’, e ‘gordo’, e não houve, de acordo com a denúncia, nenhuma atitude efetiva para combater o comportamento dos outros estudantes.

A denúncia também fala em falta de diálogo e ações intimidatórias. Após a movimentação das mães, uma reunião no Núcleo Regional de Educação (NRE) chegou a ser marcada para esta semana, mas foi reagendada para esta sexta, sem a presença da chefia. Depois da reclamação da ausência dos responsáveis, uma nova data foi proposta para a próxima semana.

Após o impasse, o protesto foi marcado para 11h45 desta sexta-feira. Também foi emitida uma carta-denúncia, publicada em outubro passado. O documento pede o afastamento da direção da escola, o que, apesar das denúncias, não foi discutido.

“As famílias relatam casos recorrentes de professores com posturas desrespeitosas, falas preconceituosas e atitudes que expõem estudantes em sala de aula. Há crianças com medo de frequentar as aulas e que se calam por receio de retaliações — algo que já ocorreu anteriormente. Esse tipo de ambiente fere o direito à proteção, ao respeito e à dignidade assegurados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”, diz o documento ao qual o Plural teve acesso.

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O texto alerta ainda que o colégio é “um retrato preocupante das consequências de uma gestão privatizada, não democrática e desumana. O modelo de terceirização, apresentado como solução inovadora, tem afastado a escola de sua comunidade, sufocado a participação das famílias e aprofundado a precarização da educação pública. O discurso de eficiência e modernização não se sustenta diante da realidade de omissão, intimidação e descaso”.

Uma das integrantes do coletivo, a mãe Camila Cavalheiro, contou que foi criada uma página no Instagram chamada “Mães pela Educação Paraná”, para que mães, pais e responsáveis possam enviar seus relatos sobre a gestão das escolas. "A gente quer o afastamento dela, até para garantir a lisura das investigações. E nós queremos a reunião com a chefia do Núcleo para discutir isso", explica.

A Secretaria Estadual de Educação (SEED) foi procurada pela reportagem, mas não retornou o contato.

 

*Colaborou José Marcos Lopes

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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