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Com ameaça de greve, Prefeitura de Curitiba recua e decide pagar retroativo a servidores

Pagamento será parcelado e feito com atraso, em março e abril de 2026

Com ameaça de greve, Prefeitura de Curitiba recua e decide pagar retroativo a servidores
O Palácio 29 de Março, sede da Prefeitura de Curitiba. Foto: Pedro Ribas/SMCS
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Em reunião na tarde desta quarta-feira (12 de novembro), a Prefeitura de Curitiba recuou da proposta de deixar os servidores municipais sem a reposição salarial referente a dois meses. Pela nova proposta apresentada, os servidores terão o reajuste de 5,17%, que corresponde ao índice do IPCA no período, a partir de janeiro de 2026, com a compensação de novembro e dezembro deste ano. A data-base da categoria é no dia 31 de outubro.

Com isso, os valores vão contar para os cálculos de 13º salário, férias, horas extras, insalubridade, gratificações e auxílio-alimentação. A má notícia para os servidores é que o reajuste referente a novembro e dezembro será pago com atraso, em duas parcelas, nos meses de março e abril de 2026.

Após a proposta inicial, o Sismuc (Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba) aprovou indicativo de greve, com paralisação no dia 27 de novembro. O sindicato convocou uma assembleia para esta quinta-feira (13), na sede da entidade (Rua Monsenhor Celso, 225, 2º andar).

A proposta da gestão de Eduardo Pimentel (PSD) é repor apenas a inflação, sem ganhos reais, e ainda terá que ser aprovada pela Câmara Municipal de Curitiba. Segundo o Sismuc, as perdas chegam salariais da categoria somam 17,64% de março de 1999 a setembro de 2024. Desde o início da gestão do ex-prefeito Rafael Greca (que tinha Pimentel como vice), em 2017, as perdas chegam a 6,99%.

"Embora represente um avanço em relação aos prejuízos que a Prefeitura pretendia implementar na semana passada, o município teria condições financeiras para aplicar o reajuste integral ainda neste ano. A arrecadação de Curitiba cresce muito acima das despesas com pessoal, e a Prefeitura escolhe adiar o pagamento por decisão política, não por falta de recursos", afirmou em nota o Sismmac (Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba).

Para o prefeito, a concessão da reposição não vai afetar o "pacote de obras" na cidade. "Curitiba segue valorizando quem faz a cidade funcionar, sem comprometer o ritmo do maior pacote de obras da nossa história”, afirmou Eduardo Pimentel.

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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