Na última quarta-feira (25), ocorreu a cerimônia de posse dos novos integrantes do Conselho Municipal da Diversidade Sexual (CMDS). O colegiado atuará no biênio 2026/2028 e tem como propósito garantir a participação social na construção de políticas públicas voltadas à população LGBTI+.
Criado em fevereiro de 2023, o conselho é um órgão colegiado de caráter consultivo, deliberativo e propositivo, integrado à Política da Diversidade Sexual em Curitiba. “Estamos indo para a segunda gestão do conselho, e ele é fundamental para o acompanhamento, fiscalização e proposição de políticas públicas voltadas à população LGBTI+”, explica Grazielle Tagliamento, da Liga Brasileira de Lésbicas/PR e uma das conselheiras nomeadas para a gestão.
Além dela, Fabio Augusto da Silva, da ARTGAY; Kalynka Oliveira Feliciano, do Grupo Dignidade; Alberto Alexandre Schmitz, da CEPAC; e Luara Nefeli Martins Dias, da CUT-PR, tomaram posse como representantes titulares da sociedade civil.
O conselho é composto por representantes da sociedade civil e do poder público. Pela prefeitura, tornaram-se titulares: Débora Marinho Novicki, da Secretaria da Mulher e Igualdade Étnico-Racial; Ângela Leite Mendes, da Secretaria Municipal da Saúde; Dea Maria de Oliveira Aguiar, da Secretaria Municipal da Educação; Ana Cláudia Machado, da Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito; e Jefferson Portugal Marchiorato, da Fundação de Ação Social. A nomeação foi oficializada pelo Decreto nº 86, de 28 de janeiro de 2026.
Indo para o terceiro ano de existência, o conselho já definiu os objetivos de atuação para os próximos dois anos. “Na primeira gestão havia a preocupação de estabelecer o conselho e apresentá-lo aos diversos equipamentos públicos e à sociedade. Nesta gestão queremos expandir ainda mais esse conhecimento, para que as pessoas possam procurar o conselho e tenham essa voz no município. Outra questão é garantir que as propostas aprovadas no ano anterior sejam aplicadas em cada secretaria”, afirma Tagliamento.
Em maio de 2025, durante a 3ª Conferência Municipal dos Direitos das Pessoas LGBTI+, foram instituídas como prioridades: o enfrentamento à violência LGBTI+, a criação de trabalho digno e geração de renda, a interseccionalidade e internacionalização, além da institucionalização da política nacional de direitos.