Crônicas sobre o cotidiano no Paraná, com olhar sensível e autoral sobre a vida nas cidades, personagens locais, memórias, afetos e experiências urbanas e regionais.
O pombo pousa na calçada. Sai ciscando migalhas por entre as mesas, com esse movimento elétrico dos pombos. De pernas cruzadas, o rapaz do blazer azul olha o celular. Balança
Tive vontade de sair correndo, mas não o fiz, as dores não permitiram. Sai devagar, manquitolando e imaginando as pessoas comentando: o Dr. Rosinha caiu.
... as palavras, sempre se repetem, às vezes somente mudam de posição na construção da frase. Mas, nenhuma, repito, nenhuma, transmite a dimensão do sentimento...