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Curitiba abriu 49 novos leitos, mas opera com déficit de mais de 150 vagas de internação

Ocupação real de leitos Covid-19 é de 116% e já está acima de 100% desde 24 de fevereiro

Curitiba abriu 49 novos leitos, mas opera com déficit de mais de 150 vagas de internação
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A estrutura de atendimento de saúde pública de Curitiba opera com déficit de 150 vagas. É o que apontam os dados da Secretaria de Estado da Saúde de pessoas internadas e que estão na fila por leitos na capital.

A capital conseguiu abrir mais 49 leitos de UTI e clínicos mesmo depois de ter atingido a capacidade máxima. Apesar disso, a demanda por vagas de atendimento permanece 16 pontos percentuais acima da capacidade.

Para chegar a essa conclusão o Plural compilou os dados de internação de todos os hospitais com leitos exclusivos para Covid-19 e de pacientes com suspeita ou confirmação da doença internados em leitos comuns desde o início de fevereiro. Somado a isso há ainda a fila de pacientes aguardando leito para internação.

Nesta última quinta-feira, dia 4 de março, a cidade tinha 95% de ocupação dos leitos de UTI exclusivos Covid-19 e 85% nas enfermarias. Mas esses dados se referem a apenas 827 pacientes internados em leitos exclusivos. O total de pacientes Covid que precisam de internação (ou já estão internados) é maior, chega a 1089, o que inclui pessoas internadas em leitos comuns e os que estão na fila aguardando.16% maior, portanto, que as 937 vagas disponíveis.

Curitiba chegou ao limite no dia 24

Apesar de oficialmente está com 95% de ocupação de leitos, Curitiba já atingiu seu limite de leitos há 9 dias (desde 24 de fevereiro). Neste dia a cidade tinha demanda por 854 leitos, mas só 849 leitos ativos (ocupação real de 100,59%).

O Plural havia previsto que neste dia 4 a cidade esgotaria as 389 vagas de UTI Covid. De fato, chegamos a 389 internações, mas a prefeitura conseguiu ativar 19 novos leitos, seis no Hospital Victor Ferreira do Amaral, oito no Hospital do Trabalhador e cinco na UPA Tatuquara.

O que mais pressiona o sistema de saúde hoje é a fila de pacientes aguardando leitos, que cresceu 272% desde 20 de fevereiro. Muito mais que os 35% do aumento no número de pessoas internadas em UTIs e enfermarias Covid. No mesmo período o número de leitos disponíveis aumentou apenas 12%.

É improvável que a Secretaria Municipal de Saúde consiga abrir mais leitos. Já na semana passada o órgão havia informado não ter mais condições de atender novas unidades pela falta de profissionais de saúde para trabalhar em novos leitos.

Rosiane Correia de Freitas

Rosiane Correia de Freitas

Jornalista, mestre em educação e fundadora do Plural

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