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Curitiba é a "capital nacional" do acidente com trens: em dois anos, foram 73 colisões

Prefeito Eduardo Pimentel tenta convencer governo federal a exigir contorno ferroviário caso Rumo queira renovar sua concessão

Curitiba é a "capital nacional" do acidente com trens: em dois anos, foram 73 colisões
Prefeitura tenta convencer governo federal a exigir construção de contorno ferroviário. Foto: Tami Taketani/Plural
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A colisão entre um trem e um ônibus biarticulado na madrugada desta quarta-feira (23) em Curitiba é parte de uma rotina na cidade: ao longo dos últimos dois anos, a cidade somou 73 acidentes envolvendo trens de carga dentro do perímetro urbano: foram 44 casos em 2023 e 29 no ano passado.

Esses números fizeram de Curitiba a cidade com mais acidentes de trem no Brasil inteiro nos últimos dois anos. Na avaliação da Prefeitura de Curitiba, para que esse quadro mude é preciso retirar os trilhos que hoje levam trens de carga a atravessar a cidade.

Logo que soube do acidente nesta madrugada, o prefeito Eduardo Pimentel (PSD) entrou em contato com o ministro dos Transportes, Renan Filho, insistindo para que o governo federal antecipe a renovação do contrato com a Rumo (empresa que explora o transporte de cargas na região). A concessão vai até 2027.

A ideia da Prefeitura é exigir que a empresa, para renovar o contrato, tenha de se comprometer com a construção de um contorno que leve os trens a desviarem da zona urbana de Curitiba. Em abril, o prefeito esteve no Ministério dos Transportes apresentando essa proposta a Maryane Figueiredo, diretora de Projetos e Obras da Secretaria Nacional de Transportes Ferroviários (SNTF) do Ministério dos Transportes. No entanto, não há nada definido sobre o tema.

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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