Nesta segunda-feira (17), a capital paranaense liberou atividades que estavam restritas na chamada "bandeira laranja". O novo decreto (1080/20) passa a valer a partir de amanhã, 18 de agosto. Em "bandeira amarela", agora serão reabertos parques, bares - desde que sem música ao vivo -, e shoppings e comércios poderão funcionar nos fins de semana.
Galerias, centros comerciais e comércios de rua poderão funcionar todos os dias da semana, das 10h às 20h. Shoppings também poderão voltar a abrir aos fins de semana, das 12h às 22h. Restaurantes, lanchonetes e bares entram no grupo que poderá funcionar todos os dias da semana, porém das 6h às 23h.
"Está vetada qualquer atividade de aglomeração", diz a secretária municipal de saúde, Márcia Huçulak. Seguem suspensas atividades com música ao vivo, dança, casas de festas e eventos, teatros, cinemas, feiras técnicas e de varejo, congressos e convenções.
Feiras livres, parques e praças, bem como feiras de artesanato contarão com protocolos específicos das secretarias municipais de Segurança Alimentar e Nutricional, do Meio Ambiente e de Turismo, respectivamente.
Motivos
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), os internamentos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e o número de casos e óbitos foram indicadores que melhoraram nas últimas semanas - permitindo a retomada das atividades. Com base nesses critérios, e na capacidade de assistência do município, o cálculo que define a cor da bandeira teria saído de 2,2 para 1,9. Vale destacar que, embora não entre nos detalhes do cálculo, a SMS afirma que uma média 2 é suficiente para estabelecer bandeira laranja, enquanto uma média 3 significaria bandeira vermelha.
"Tivemos um redução de 20% do número de casos novos na última semana, redução de 20% nos óbitos e na taxa de ocupação de UTIs", afirma a secretária. Curitiba decretou a bandeira laranja em 13 de junho e manteve o alerta em vigor até esta segunda-feira (17). Foram 66 dias de restrições.
A análise foi um comparativo entre a semana de 8 a 14 de agosto, com a semana de 1 a 8 de agosto. De fato, os óbitos caíram de 127 para 102; enquanto os casos confirmados saíram de 3895 para 3132. O número de casos ativos, que ajuda a calcular a taxa de transmissão, também teve uma queda: de uma média de 5.360, para 4.451.
"A gente acredita que estamos em um platô descendente", afirma Huçulak ao reforçar que a taxa de ocupação das UTIs, que se manteve na faixa dos 80% na última semana, também serviu para nortear a decisão.
"Claro que o número de óbitos é importante para nós, mas ele representa o passado - estamos colhendo frutos de 15, 20 dias atrás", diz a secretária ao falar que boa parte das mortes foram depois de dias de internamento. A entrada de pacientes em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) também foi considerada.
"Mudar para bandeira amarela, no nosso protocolo de responsabilidade sanitária e social, permanece alerta. Não há nada de normal, não tem vida normal", diz Huçulak. Ainda assim, a secretária afirma que não se pode tutelar a sociedade o tempo todo. "É muito chato da nossa parte, aliás, a gente não gosta de fazer esse trabalho de chato de dizer quem pode ir. E tem idoso que quer ir no shopping, ué, se ele acha que é importante para ele, tomando as medidas de precaução..."