Curitiba tem mais de 578,6 mil pessoas inadimplentes, conforme o Serviço de Inteligência de Mercado da Associação Comercial do Paraná (ACP), com dados da Equifax. Os dados revelam crescimento também no Estado.
No Estado há uma alta de 0,95% em maio, em relação à última quinzena de abril no número de inadimplentes, que é de 3,1 milhões de pessoas com restrições no CPF.
Para o presidente da ACP, Paulo Mourão, o avanço da inadimplência requer atenção em relação ao cenário econômico. “O monitoramento frequente dos indicadores permite acompanhar de forma mais precisa o comportamento da inadimplência e apoiar decisões estratégicas do setor empresarial”, diz.
Em esfera nacional, de acordo com o Banco Central, a inadimplência das famílias em março no Sistema Financeiro Nacional chegava a R$ 238,5 bilhões – 5,3% do crédito total cedido a elas (R$ 4,5 trilhões). O dado não contempla todos os credores como o comércio e prestadores de serviço.
Já conforme a Serasa Experian, 81,7 milhões de pessoas estão inadimplentes. Segundo a empresa, a maior parte da dívida em atraso (47,1%) é para bancos e financeiras. De cada 100 devedores, 78 recebem até dois salários-mínimos como faixa de renda.
As pessoas com salários mais baixos estão mais vulneráveis a tomar empréstimos ou a fazer dívidas mais caras porque muitas vezes precisam de mais dinheiro para pagar despesas básicas do mês, como moradia e alimentação.
Em Curitiba, por exemplo, levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), relativos ao mês de abril, aponta que o valor da cesta básica em Curitiba apresentou alta de 3,44% em relação ao mês passado. Isso representa mais de 108 horas de trabalho de quem é remunerado pelo salário-mínimo.
Desenrola
Para diminuir o endividamento das famílias, O Governo Federal lançou o Novo Desenrola Brasil, programa voltado à renegociação de dívidas de famílias, estudantes e pequenos empreendedores, com descontos de até 90% sobre débitos antigos, juros reduzidos e parcelamento em até 48 vezes.
A iniciativa, apresentada pelo Ministério da Fazenda, é destinada principalmente a pessoas com renda de até cinco salários-mínimos e contempla dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal contratadas até janeiro de 2026 e com atraso entre 90 dias e dois anos.
O programa também prevê a possibilidade de utilização de até 20% do saldo do FGTS, ou R$ 1 mil, para quitar débitos, além da retirada do nome de inadimplentes com dívidas de até R$ 100. Segundo o governo, a medida busca reduzir a inadimplência e ampliar o acesso ao crédito em condições mais favoráveis.
