Menos juros, mais empregos. Este foi o mote central do ato realizado na terça-feira (18) em frente ao Banco Central, em Curitiba. A manifestação fez parte de um dia nacional de mobilização promovido pela CUT em parceria com outras entidades sindicais em diversas cidades do País. Na capital paranaense, a intervenção foi marcada por bandeiras, análises e discursos em defesa do desenvolvimento social e econômico do Brasil.
“Não podemos mais aceitar uma taxa de juros que esteja completamente descolada da realidade brasileira e do povo brasileiro. Poucos ganham, muitos perdem. A economia fica estacionada enquanto o capital especulativo lucra sem produzir e distribuir riquezas. A CUT Paraná e seus sindicatos, novamente, vieram ao prédio do Banco Central em Curitiba dizer um basta para esta taxa de juros exorbitante”, destacou o presidente da Central, Marcio Kieller.
Atualmente a taxa Selic é uma das mais altas do mundo. Há o receio, de forma quase generalizada, de que o Banco Central aponte na direção de uma nova alta, o que poderia fazer o índice chegar em 15% até o final do ano.
Na quarta-feira (19) o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central definiu o novo percentual: 14,25% ao ano, justamente o que estava previsto pelo mercado, mas que prejudica diretamente o trabalhador.

Além de frear o crescimento econômico e o desenvolvimento social, incentivando o capital especulativo e financeiro, as taxas de juros altas aumentam a dívida pública. O
último reajuste da Selic, de 1%, fez a dívida pública ser ampliada em cerca de R$ 50 bilhões. Além da redução dos juros, os atos são em apoio à isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil.