As empresas concessionárias do transporte coletivo de Curitiba receberam, em julho, uma tarifa por passageiro de R$ 6,5656. O valor foi divulgado pela URBS nesta quarta, dia 9 de agosto. Com isso, a diferença entre o valor arrecadado com a venda de passagens e o que foi efetivamente pago às empresas no mês ficou em R$ 6,6 milhões.
No ano, já são R$ 90,8 milhões de déficit coberto por recursos do município. Na média do ano, a tarifa real do sistema de transporte coletivo está em R$ 7, ou seja, o custo real do sistema para os cofres públicos. Isso apesar de Curitiba ter a passagem de ônibus mais cara entre as capitais brasileiras.
A previsão atual, com base na evolução do deficit desde o início do ano, é que a cidade tenha que pagar R$ 155 milhões do caixa para as empresas concessionárias a título de subsídio do serviço.
A Rede de Transporte Coletivo de Curitiba é gerida pela Urbanização de Curitiba, mas o serviço é realizado por três consórcios de empresas que são pagos com base na tarifa técnica, ou seja, no custo real do serviço.