As professoras da rede municipal de educação aproveitaram os festejos do aniversário de Curitiba neste domingo (29) para cobrar do prefeito Eduardo Pimentel (PSD) que cumpra as promessas feitas em campanha. Com uma greve marcada para o dia 8, na próxima semana, as professoras afirmam que mais de um ano depois da posse, Pimentel ainda está em dívida com a categoria.
A manifestação foi pacífica: com balões roxos nas mãos, as professoras se aproximaram do prefeito, que estava em via pública, e fizeram as cobranças. Pimentel, porém, reagiu mal à cobrança. Em entrevista ao portal Nosso Dia, tentou desqualificar a manifestação como "política" e afirmou que o sindicato não representa as professoras.
"Ano político é isso. Greve política. Eu não estou tirando direito nenhum de professor", afirmou. Segundo o prefeito, as representantes da categoria "batem nos compromissos" de campanha, mas diz que vai cumprir tudo o que disse na campanha ao longo de quatro anos.
O sindicato rebateu as críticas do prefeito em nota. "Fomos ao encontro do prefeito Eduardo Pimentel, junto com professoras e professores que participavam da mobilização, cobrando respostas à nossa pauta, com tranquilidade e respeito", diz o texto do Simmac.
Segundo o texto do sindicato, Pimentel disse que a manifestação e o sindicato não representam a categoria "para tentar convencer as pessoas que não é o magistério que vai entrar em greve, que não há problemas nas escolas, que nossa categoria não está indignada com o descaso da Prefeitura. Ele tentou esconder o sentimento real das escolas", diz a nota.
"Pimentel tentou radicalizar o discurso e jogar a sociedade contra o magistério. É uma jogada política lamentável. E não vai funcionar. A população consegue enxergar a realidade das escolas. Sabe que estamos falando a verdade", afirma o sindicato.
Além da manifestação institucional, centenas de professoras entraram na postagem com a entrevista para questionar o prefeito sobre as condições da educação em Curitiba, citando a ausência do descongelamento dos salários, as salas lotadas e outros problemas, e apoiando a atitude do Sismmac.