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Evento na UFPR apresentará Relatório sobre a violência contra os povos indígenas em 2024

Iniciativa da APIB, do Cimi e da Pastoral Indígena/Indigenista da Arquidiocese de Curitiba vai apresentar e debater os dados sobre a violência contra indígenas em 2024.

Evento na UFPR apresentará Relatório sobre a violência contra os povos indígenas em 2024
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Publicado:

No próximo dia 29/09, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) receberá um evento de apresentação e debate do Relatório “Violência contra os Povos Indígenas no Brasil –2024”, levantamento do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) que traz dados sobre violência cometida contra indígenas em todo o Brasil no ano passado.

O evento acontecerá durante a XVI Semana de Arqueologia e Antropologia da UFPR e é organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), pela Regional Sul do CIMI e pela Pastoral Indígena/Indigenista da Arquidiocese de Curitiba.

Participam do evento integrantes do Conselho Indigenista Missionário e indígenas do Sul, incluindo Kaingangs da Terra Indígena Tekoha Guasu Guavirá, nos municípios de Guaíra, Terra Roxa e Altônia no oeste paranaense, local onde se registraram mais episódios de violência contra indígenas do Paraná no ano passado.

Lançado anualmente, o Relatório do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) é o mais importante levantamento sobre a violência contra os povos indígenas do Brasil.

Sobre 2024, ele revela que 211 indígenas foram assassinados em todo país. No total, os casos de "violência contra a pessoa" — que abrange assassinatos, homicídios culposos, abuso de poder, ameaças, lesões corporais, racismo, tentativa de assassinato e violência sexual contra povos originários — aumentaram de 411 para 424, um crescimento de 3,1% no último ano.

Os estados que registraram mais assassinatos de indígenas em 2024 foram Roraima com 57, Mato Grosso do Sul com 33, Amazonas com 45, Bahia com 23, Rio Grande Rio Grande do Sul com sete e Maranhão com seis assassinatos. Do total de vítimas, 159 eram do gênero masculino e 52 do feminino.

Segundo o documento, 154 conflitos referentes a direitos territoriais foram registrados em pelo menos 114 Terras Indígenas em 19 estados. O ano foi marcado por graves e violentos ataques armados contra comunidades indígenas em luta pela demarcação de suas terras, especialmente nos territórios Guarani e Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, Avá-Guarani, no oeste do Paraná, e Pataxó e Pataxó Hã-Hã-Hãe, no sul e extremo sul da Bahia.

Violência contra indígenas no Paraná

No estado do Paraná, segundo o relatório, 72 episódios de violência foram registrados contra indígenas. São casos onde eles foram vítimas de homicídio, homicídio culposo, tentativa de assassinato, lesão corporal, violência sexual, ameaças, racismo e discriminação, abuso de autoridade, violência por omissão do poder público, entre outros.

A maioria dos registros foi contra o povo Ava-Guarani da Terra Indígena Tekoha Guasu Guavirá, nos municípios de Guaíra, Terra Roxa e Altônia no oeste paranaense.

Serviço
Evento de apresentação e debate do Relatório “Violência contra os Povos Indígenas no Brasil” – 2024
Data: 29/09/2025
Horário: 18h
Local: Anfiteatro 100 da UFPR – Rua General Carneiro, 460 - Centro, Curitiba – PR.

José Pires

José Pires

Jornalista com mais de 10 anos de experiência na cobertura dos povos indígenas do Sul do Brasil; meio ambiente; política; cultura e liberdade religiosa

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