Na terça-feira (31) a Rede Nenhuma Vida a Menos realiza ato em frente ao Ministério Público do Paraná (MPPR), em Curitiba. A ação integra mobilização nacional chamada “Acorda MP”, organizado em diversos Estados do Brasil, que cobra ações mais enfáticas dos Ministérios Públicos em casos envolvendo violência policial.
Em Curitiba o ato é a partir das 14h, na rua Marechal Hermes, 820.
A iniciativa é da Rede Abolicionista por uma Incidência Política Popular, composta por organizações do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina, São Paulo e Paraná, em parceria com a Rede Nacional de Mães e Familiares Vítimas do Terrorismo.

“Não é possível precisar quanto tempo leva, em média, para concluir um caso de investigação de violência policial no estado do Paraná. O que as famílias dos jovens assassinados sabem, no entanto, é que são duas as principais opções: ou o caso leva anos e anos para ser concluído, com a provável absolvição dos policiais; ou o caso é arquivado rapidamente, baseado apenas no Boletim de Ocorrência apresentado pelos envolvidos”, diz o trecho de um texto divulgado pela Rede Nenhuma Vida a Menos.
No Paraná, o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) é quem faz o levantamento de dados, as Promotorias de Justiça fazem o acompanhamento das investigações em suas localidades, e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) atua, segundo o órgão, quando há indícios de crime organizado.
Dados de um levantamento feito pela Defensoria Pública em 2021 apontam que das 417 pessoas executadas em supostos confrontos pelas forças policiais do estado naquele ano, apenas 3 foram objeto de ação penal contra os policiais - ou seja, mais de 99% dos casos são arquivados. Em nota técnica, publicada pelo Núcleo da Política Criminal e Execução Penal (Nupep) no ano de 2022, em pelo menos 23 casos sequer foi encontrado qualquer procedimento investigativo.
