Pular para o conteúdo

Festival de Curitiba: 5 peças que são apostas ganhas no Fringe

O Plural fez uma lista de espetáculos que merecem aplausos de pé enquanto provam que o festival vai muito além da Mostra Lúcia Camargo

Festival de Curitiba: 5 peças que são apostas ganhas no Fringe
Publicado:

Quem acha que os bons espetáculos do Festival de Curitiba estão apenas na Mostra Lúcia Camargo está redondamente enganado. O Fringe também tem peças de teatro que conquistam aplausos de pé até dos mais exigentes. 

Só que descobrir onde colocar suas fichas na mostra mais democrática do evento não é tão fácil. O número de espetáculos é muito, muito maior que o da mostra principal, neste ano são mais de 280 entre peças de rua e em teatros, inclusive com opções fora do Centro da cidade e na Região Metropolitana. 

Por outro lado, é quase impossível que nesse oceano de opções não tenha algo do seu gosto. A programação tem tragédia, comédia, tragicomédia, texto clássico, releitura, teatro experimental, monólogo, dramaturgia autoral, artistas iniciantes e outros com muita estrada. Se o problema for dinheiro, além dos ingressos com preço entre R$ 5 e R$ 75, tem bastante coisa de graça e no sistema 'pague o quanto quiser'. 

Para quem está esperando um bom palpite, o Plural selecionou cinco espetáculos do Fringe que são apostas ganhas. Por um motivo ou por outro, eles devem agradar. Confira a lista a seguir.

1 - "Sonho de Uma Noite de Verão"

Texto de Shakespeare, montado pela trupe Ave Lola

A premiada Ave Lola é uma das poucas companhias curitibanas com trabalho de teatro de grupo genuíno, há uma equipe de artistas fixos e participações de outros profissionais (parceiros frequentes), todos se envolvem com o processo e não apenas interpretam um papel. 

Com direção de Ana Rosa Genari Tezza, a comédia de Shakespeare, traduzida por Bárbara Heliodora, as apresentações são em uma tenda de 150m2, no centro da cidade (a ideia nasceu na pandemia, para respeitar os protocolos sanitários da época, e foi selecionada para a Quadrienal de Praga, com apresentação em vídeo). A peça também tem música ao vivo.

Fringe: Foto de: Maringas Maciel
(Foto de: Maringas Maciel)

2 - “Pela Hora da Morte”

Comédia, Antropofocus 

O espetáculo “Pela hora da morte” é uma das montagens mais concorridas nos mais de 20 anos do grupo Antropofocus. Como se não bastasse o aval do público, também garantiu o prêmio Troféu Gralha Azul 2023 na categoria Direção para Anne Celli, que está à frente de uma montagem do grupo pela primeira vez com (além de fazer parte do elenco no palco).

Com o humor ácido que se tornou a identidade do grupo, a montagem é uma sátira aos atendimentos de saúde. A ideia surgiu da indignação com os escândalos da operadora de saúde Prevent Senior, e o enredo conta a história das desventuras de uma paciente ao descobrir que seu plano de saúde não dá direito a quase nada. 

“Pela Hora da Morte”, está em cartaz no Fringe.
(Foto: Chico Nogueira)

Leia mais: Anne Celli fala do teatro em sua vida e como foi estrear na direção de uma peça do Antropofocus

3 - “Os Analfabetos”

Drama psicológico, da Cia À Curitibana

O espetáculo marca a volta da atriz Guta Stresser à cena do teatro curitibano, em uma montagem que tem como tema a incomunicabilidade nas relações humanas e a necessidade de adequação aos papéis exercidos na vida, ou seja: sobre como somos sentimentalmente analfabetos. A direção de Adriano Petermann e o texto de Paula Goja. 

A inspiração vem de obras de Ingmar Bergman e Nelson Rodrigues. O espetáculo foi montado anteriormente no Rio de Janeiro, com elenco carioca, e iria ganhar sua primeira montagem na cidade em edição anterior do Festival de Curitiba, plano impedido pela pandemia. No ano passado, fez curta temporada com sessões lotadas. 

"Os analfabetos", em cartaz no Fringe. (Foto de: Maringas Maciel/Divulgação)
(Foto de: Maringas Maciel)

Leia também: Peça “Os analfabetos” encara a plateia com um sorriso sarcástico

4 - “A farsa do olho traído”

Tragicomédia, parceria entre Vigor Mortis e Trupe de Festim

Com direção de Paulo Biscaia Filho e produção Thiago Freire, “A farsa do olho traído” leva ao palco a marca inconfundível das peças de teatro da Vigor Mortis: é uma tragicomédia que mistura terror, tensão, humor e efeitos especiais. A montagem é um projeto independente e foi realizada em parceria com a Trupe de Festim.

O enredo se passa em 1925, quando horas antes da abertura de uma vernissage, ao aguardar a chegada de uma mecenas, um marchand emocionado, um artista ególatra, uma carismática manipuladora e um silencioso assistente entram em conflitos revelando um quadrilátero de paixões, traições, assassinato e arte contemporânea.

(Foto de: Thiago Freire)

Leia mais: “A farsa do olho traído” lança vaquinha para estrear no Festival de Curitiba

5 - “O Arquipélago” 

Solo de teatro contemporâneo, da Súbita Companhia

No palco, Pablito Kucarz encena um personagem que compartilha cicatrizes do corpo e da alma, algumas frutos da violência e do preconceito de desconhecidos e da própria família. A direção é de Maíra Lour e a dramaturgia é assinada por Kucarz.

O enredo fala sobre ilhas que devem viver coletivamente, porém em relações nem sempre são harmoniosas, em paralelo é contada a história de uma mulher que saiu de casa muito jovens para trabalhar como doméstica na cidade grande. 

(Foto: Elenize Dezgeniski)

32º Festival de Curitiba

De 25 de março a 7 de abril. Ingressos com diferentes preços, até R$85 (mais taxas administrativas), à venda no site oficial do evento e na bilheteria física exclusiva no ParkShoppingBarigüi – piso térreo – (Rua Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 – Ecoville), de segunda a sábado, das 10h às 21h, e, domingos e feriados, das 12h às 20h.

A programação tem opções de atrações gratuitas. Verifique a classificação indicativa e orientações de cada espetáculo.

Outras informações pelo site do Festival de Curitiba (www.festivaldecuritiba.com.br), ou pelas redes sociais: no Facebook, @fest.curitiba; no Instagram, @festivaldecuritiba; e no Twitter, @Fest_curitiba.

Luciana Nogueira Melo

Luciana Nogueira Melo

Jornalista apaixonada por cultura, moda e turismo. Cursou publicidade, letras, um pedaço de artes cênicas e outro de produção cênica. Já trabalhou com publicidade, produção, como locutora e na TV.

Todos os artigos
Tags: Cultura

Mais em Cultura

Ver todos

Mais de Luciana Nogueira Melo

Ver todos

De nossos parceiros