O Festival de Curitiba, além dos espetáculos das mostras, apresenta o Interlocuções – uma programação criada para propor reflexões sobre a produção cultural e estimular o pensamento crítico sobre as artes cênicas, pensada para os profissionais e também para os estudantes. Entre as atrações, todas gratuitas, estão debates, palestras, mesas redondas, performances, oficinas e lançamentos de livros (as oficinas pedem inscrição prévia).
Conforme explica a diretora do evento Fabíula Bona Passini, o Festival de Curitiba sempre teve oficinas, palestras e debates, contudo, essas atividades ganharam um nome específico para ajudar na divulgação e também atingir o público interessado em 2017. De lá para cá, a grade do Interlocuções ficou maior, pois a cada ano são procurados por mais artistas que têm interesse em ofertar ações durante o Festival.
“O Interlocuções desempenha um papel essencial na formação, integração e experimentação artística. Um campo de estudo para artes cênicas, mais uma chance dos estudantes e artistas da área aprofundarem os seus trabalhos com grandes nomes e gratuitamente. O projeto cria um espaço para troca de experiências entre artistas de diferentes lugares enriquecendo mais o Festival', diz ela.
Lançamento de “Metamorfoses da Crítica"
Entre os lançamentos literários deste ano, o destaque é o novo livro de Patrick Pessoa, “Metamorfoses da Crítica”, em sessão de bate-papo com as críticas Annelise Schwarcz e Francisco Mallmann sobre a escrita crítica como forma de criação performativa.
A publicação reúne 15 ensaios de crítica teatral heterogêneos, mas que "nascem de uma relação erótica com o teatro, da urgência de escrever para continuar convivendo intimamente com as peças que mais nos marcaram." A aposta do livro é que a crítica teatral é uma nova apresentação das peças de teatro que motivaram a sua escrita.
O lançamento é nesta sexta-feira (28), das 16h às 18h, no Sesc Paço da Liberdade (Praça Generoso Marques, 189, Centro). A entrada é gratuita.
Peça-instalação “O Coveiro", no MUPA
A peça de teatro, que também é uma instalação visual, compartilha uma coleção de obras (vídeos, peças de arte e textos) – reunidas pelo personagem “O Coveiro” a cada noite no espetáculo. Na intersecção entre teatro, artes visuais e cinema, o ator Diego Marchioro monta diante do público, uma instalação visual guiada pelos temas vida e morte (que pode ser visitada também fora do horário das apresentações).
No percurso, ele se relaciona com imagens de outros artistas que participam do Projeto Te(a)tralogia: Isabel Teixeira, Beto Bruel, Cida Moreira, Ná Ozzetti, Nadja Naira, Edith de Camargo e Fernando de Proença. Diego ainda interage com uma Máquina de Cavar, do artista Guto Lacaz; Segunda Natureza, de Milla Jung, e um mobiliário de cena, criado por Erica Storer - que também assina o cenário; e usa um criado por Walério Araújo. A trilha sonora é de Edith de Camargo e a iluminação de Beto Bruel. A peça ainda apresenta uma canção inédita composta por Ná Ozzetti que grava, pela primeira vez, com a cantora Cida Moreira.
A peça “O Coveiro", está em cartaz no Festival de Curitiba de 26/3 a 6/4, às 19h, no Museu Paranaense (MUPA - Rua Kellers, 289 - Alto Francisco). A entrada é gratuita com ingressos distribuídos a partir de 1h antes do espetáculo. Classificação indicativa, 14 anos ou mais.
Instalação, até dia 6/4, de terça a domingo, das 10h às 17h, no Museu Paranaense (MUPA - Rua Kellers, 289 - Alto Francisco). Entrada gratuita.
Ações complementares
A produção de “O Coveiro” também participa do Interlocuções com a palestra gratuita “Transformação da Cidade, do Teatro e da Iluminação Cênica em Curitiba de 1855 a 2025”, apresentada pelo iluminador Beto Bruel, nos dias 29 e 30 de março - das 14h às 17h na Caixa Cultural Curitiba. E com a fala “Misturas – entrelaçamentos em ‘O Coveiro’”, com os artistas e teóricos Milla Jung e Paulo Reis, no dia 5 de abril, às 15h, no Museu Paranaense (MUPA). A entrada é franca.
Interlocuções 2025
Outras informações e a programação completa do Interlocuções estão no site oficial do evento (acesse aqui).