Moradores de Foz do Iguaçu já podem se inscrever para mais de mil castrações gratuitas de cães e gatos que serão realizadas entre 15 e 20 de dezembro no Centro de Convivência Clovis da Cunha Viana, na região do Lagoa Dourada, bairro Três Lagoas.
O cadastro é obrigatório e deve ser feito pelo site da Prefeitura. Haverá atendimento presencial para quem não tiver acesso à internet. As vagas atendem protetores independentes, ONGs e tutores inscritos no CadÚnico.
Estão programados 182 procedimentos diários entre segunda e sexta-feira e 162 cirurgias no sábado, contemplando cães e gatos, machos e fêmeas.
A etapa inclui castração, microchipagem, vacinação e entrega de material educativo sobre cuidados e prevenção de maus-tratos, com execução pelas equipes da Diretoria de Bem-Estar Animal (DIBA).
As inscrições on-line estão disponíveis em governodigital.foz.pr.gov.br. O atendimento presencial para cadastro será realizado a partir desta quinta-feira (4) e seguirá pelos dias 5, 8, 9, 10 e 11 de dezembro, das 9h às 12h e das 13h às 16h, no próprio Centro de Convivência.
Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a etapa integra o Castrapet Paraná, programa estadual de esterilização de cães e gatos, e mobiliza toda a equipe da DIBA. A execução em Foz do Iguaçu foi viabilizada por emendas parlamentares que somam R$ 380 mil destinados ao município.
Demanda maior que a oferta
Protetoras ouvidas pela reportagem reconhecem o avanço da etapa de castrações, porém afirmam que o volume anunciado não acompanha a necessidade real da cidade.
Meyre Aquino, há 15 anos na proteção animal, diz que a castração é central para combater o abandono e que as mil vagas abertas não representam o tamanho da fila existente. “Se formos dividir mil castrações para toda a população de Foz, se torna uma quantidade ínfima diante da necessidade total que temos. O certo seria ter o castramóvel atuando de forma plena e contínua o ano todo”, afirma.
A tesoureira da Associação Amigo Peludo, Sandra Aparecida Zotovici, faz avaliação semelhante. Para ela, o impacto do programa será limitado sem expansão contínua. “Precisamos de em torno de 10 mil castrações no primeiro ano e, depois, manter o serviço anualmente, de forma gradativa”, defende. A entidade acolhe cerca de 280 animais.
A Administração Municipal afirma que esta é a primeira etapa sob a gestão do prefeito General Silva e Luna. “Sabemos da necessidade de ampliar o número de castrações na cidade. Neste primeiro ano, porém, trabalhamos na reestruturação de nossos equipamentos e equipes para que possamos atender a população de forma eficiente e, com o tempo, atingir um número ideal de intervenções ou até mesmo zerar a demanda”, projeta o chefe do Executivo.