O laudo do local do assassinato do petista Marcelo Arruda, em Foz do Iguaçu, aponta que a Polícia Científica recolheu treze estojos de munição calibre .380, um de calibre .40 e três projéteis.
O documento diz que conforme a “posição dos estojos e projéteis de cartucho de arma de fogo, depreende-se que os disparos tiveram início na área externa da edificação, entre a via interna e o acesso frontal da edificação, não sendo possível precisar a posição específica onde se iniciaram os tiros”.
Além disso, o perito também corrobora a versão das testemunhas, de que o policial penal federal Jorge José da Rocha Guaranho perseguiu Marcelo Arruda em direção à parte interna da Associação Recreativa e Esportiva Saúde Física (Aresf), onde ocorreu o assassinato.
O crime aconteceu 9 de julho, quando Arruda, que era guarda municipal, comemorava 50 anos em uma festa de aniversário com tema do Partido dos Trabalhadores.
O atirador soube do evento e embora não conhecesse nenhum convidado, foi até o local. Guaranho gritou ‘aqui é mito’, ‘aqui é Bolsonaro’ e houve uma discussão com a vítima, que, por sua vez, jogou terra contra o veículo do policial.
A esposa de Guaranho, em depoimento, chegou a afirmar que Arruda havia arremessado uma pedra contra o veículo da família. Todavia, o laudo da Científica encontrou vestígios de terra: “compatíveis com o substrato encontrado no canteiro (...)”, diz o documento.
Na última semana o Ministério Público denunciou Guaranho por homicídio duplamente qualificado. O acusado, que foi baleado pela vítima, está internado sob escolta policial.