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Ônibus param às 7h, frota cai a 33% e linhas são interrompidas em Foz do Iguaçu

Interrupção no terminal derruba operação para 33% da frota; impasse entre rodoviários e concessionária envolve corte de benefícios desde março

Ônibus param às 7h, frota cai a 33% e linhas são interrompidas em Foz do Iguaçu
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O Terminal de Transporte Urbano (TTU) de Foz do Iguaçu teve a saída de ônibus interrompida às 7h desta segunda-feira (27), reduzindo a operação do transporte coletivo a cerca de 33% da frota em meio a impasse entre trabalhadores e a Viação Santa Clara Ltda., concessionária responsável pelo serviço.

Nos primeiros horários do dia, os veículos circularam normalmente entre bairros e o centro. A interrupção ocorreu quando os ônibus chegaram ao terminal e deixaram de sair para novos trajetos, comprometendo o cumprimento dos horários ao longo da manhã.

O impacto foi imediato para quem depende exclusivamente do transporte público. A aposentada Marlene Lima saiu cedo da região da Vila C para buscar um exame no centro e não conseguiu retornar para casa após a paralisação. Sem dinheiro para transporte por aplicativo, estimado em cerca de R$ 25, permaneceu no terminal à espera de uma alternativa.

O vendedor Estevão Dias também foi afetado e avisou ao chefe que chegaria atrasado. Com a frota reduzida, os intervalos entre ônibus se tornaram imprevisíveis.

A paralisação é conduzida pelo SITRO-FI. A categoria está em estado de greve desde o dia 22 de abril, quando comunicou à população a possibilidade de interrupção do serviço.

Corte de benefícios trava acordo

Segundo o presidente do sindicato, Rodrigo Andrade de Souza, houve autorização de reajuste salarial de 5%, percentual que tende a ser aceito pela categoria, mas a proposta não foi formalizada integralmente pela empresa.

Ele afirma que, após o vencimento do acordo coletivo em 12 de março, a concessionária deixou de pagar benefícios como o adicional por cobrança de passagem e a cesta básica. “A empresa precisa garantir a proposta e retomar esses pagamentos. Hoje, o trabalhador está sem esses valores”, disse.

Ainda de acordo com o dirigente, a prefeitura autorizou o reajuste, mas não houve recomposição contratual vinculada às demandas da categoria. “O reajuste não resolve o problema dos benefícios. São questões diferentes”, afirmou.

Entre quinta (23) e sexta-feira (24), representantes da categoria e da empresa participaram de reuniões na prefeitura, mas não houve avanço nas negociações.

Em nota, a Viação Santa Clara informou que mantém “esforços para a construção de uma solução responsável, equilibrada e viável em conjunto com o poder público”. A empresa afirmou que seguirá negociando para viabilizar a retomada integral da operação “no menor prazo possível”, buscando reduzir os impactos à população.

A Prefeitura de Foz não se manifestou sobre o assunto. 

Rosiane Correia de Freitas

Rosiane Correia de Freitas

Jornalista, mestre em educação e fundadora do Plural

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