Pular para o conteúdo

Governo falha em edital e adia divulgação de empresas que vão gerir escolas do Paraná

Pelo edital, lista deveria ter sido publicada nesta segunda. Nomes vão administrar as duas unidades onde modelo foi aprovado

Governo falha em edital e adia divulgação de empresas que vão gerir escolas do Paraná
Publicado:

O edital para ceder a administração de escolas da rede estadual à iniciativa privada soma mais um contratempo. Depois de um placar desgostoso para o governo, com a aprovação do modelo em apenas dois dos 27 colégios elencados, a Secretaria de Estado da Educação (Seed) adiou a divulgação final das empresas interessantes em assumir a gestão das unidades onde o projeto será implementado.

Pelo cronograma apensado ao edital, a divulgação da lista de habilitados deveria ter ocorrido nesta segunda-feira (12). Mas até o início da tarde desta terça (13), nenhuma publicidade havia sido dada ao ato. O avanço das etapas, de modo geral, não tem sido publicado na página da Paraná Educação, entidade vinculada à Seed e responsável pelo processo.

Ao Plural, a secretaria respondeu que a divulgação da lista final de distribuição dos colégios participantes do Parceiro da Escola – nome do projeto – foi adiada porque as empresas ainda estão em fase de análise pela Paraná Educação. Ainda não foi estabelecida uma nova data para o lançamento dos nomes.

O atraso cancelou uma reunião pública sobre a distribuição das escolas, marcada para esta terça, também de acordo com o edital. O governo garantiu a publicação de um comunicado para definir a nova data.  

Desde que foi lançada, a mais nova iniciativa de Ratinho Jr. e seu ainda secretário de Educação, Renato Feder, para absorver o setor privado na Educação pública do estado tem passado por dificuldades. No mês passado, a Paraná Educação cancelou o edital inicial e publicou um novo documento.

Embora não tenham sido dadas justificativas, o texto mais recente trouxe algumas mudanças que geravam insegurança jurídica ao modelo. O governo abriu mão, por exemplo, de matrículas por sorteio nas unidades onde a gestão fosse cedida. O entendimento de fora do Palácio Iguaçu era de que o requisito criava um mecanismo artificial de seleção de alunos, algo proibido pela legislação.

Apesar das mudanças, a comunidade escolar continuou com receio. Na última sexta-feira, o resultado da consulta pública necessária para a implementação da proposta foi aprovada em apenas duas escolas – Anibal Khury, em Curitiba, e Anita Canet, em São José dos Pinhais.

Em outras doze das unidades consultadas em que houve quórum, pais rejeitaram. Outras 13 não tiveram a quantidade mínima obrigatória de votos e, segundo a Seed, não haverá nova consulta nestes locais.

Mais em Vizinhança Curitiba

Ver todos

Mais de Angieli Fabrizia Maros

Ver todos

De nossos parceiros