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Governo Ratinho suspende cursos do Colégio Estadual do Paraná

Secretaria de Estado da Educação não autorizou o Colégio Estadual do Paraná a abrir matrículas para novas turmas a partir do segundo semestre deste ano; estudantes se mobilizam

Governo Ratinho suspende cursos do Colégio Estadual do Paraná
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Estudantes e professores dos cursos técnicos da educação profissional subsequente do Colégio Estadual do Paraná foram pegos de surpresa nesta semana com a decisão da Secretaria de Estado da Educação de não autorizar a abertura de matrículas para novas turmas no segundo semestre deste ano.

Os cursos técnicos subsequentes – isto é, voltados a quem já concluiu o ensino médio – são gratuitos, oferecidos no período noturno, e por isso atendem a classe trabalhadora. Eles são divididos por semestres, por isso são abertas duas turmas por ano letivo: uma no início, outra na metade do ano.

O Colégio Estadual do Paraná, o maior da rede, oferece seis cursos técnicos subsequentes. Quatro deles tiveram matrículas negadas pela Secretaria da Educação: Técnico em Administração, Técnico em Informática, Técnico em Produção de Áudio e Vídeo e Técnico em Saúde Bucal. Apenas os cursos de Técnico em Edificações e Técnico em Teatro receberam autorização para seguir com novas turmas.

A alegação do governo estadual à equipe pedagógica e docentes do curso teria sido a de que há aumento nos índices de evasão e queda nos indicadores de frequência. Entretanto, contra-argumentam os professores, a Secretaria da Educação não olha o que está por trás dos indicadores. São circunstâncias, por vezes, de ordem socioeconômica (estudantes com dificuldades financeiras para custear a passagem de ônibus) e outras de responsabilidade da própria Secretaria.

Por exemplo, neste ano letivo só depois de encerrado o primeiro bimestre a Secretaria da Educação fez o suprimento da carga horária dos coordenadores e coordenadoras do curso. Por dois meses, os cursos ficaram sem professor ou professora nessa função, o que prejudicou a tomada de providências essenciais para o funcionamento pleno de cada curso. Além disso, docentes tiveram que assumir disciplinas provisoriamente, até que a situação fosse regularizada pela Secretaria.

Procurada pelo Plural, a Secretaria de Educação se resumiu a mandar uma nota dizendo que nada ainda está resolvido.

Mobilização

Tão logo souberam da decisão que põe em risco a continuidade dos cursos, estudantes começaram a se mobilizar. A turma do Técnico em Produção de Áudio e Vídeo providenciou uma petição online. Um abaixo assinado físico também começou a circular. Os alunos e alunas têm ainda utilizado as redes sociais para denunciar e protestar contra a medida que tolhe o direito de acesso à formação técnico-profissional.

Só pelo curso de Técnico em Produção de Áudio e Vídeo, criado em 2006 e com primeira turma concluinte em 2007, em torno de 900 jovens e adultos se formaram. Para este segundo semestre de 2024, há uma fila de espera de mais de 120 pessoas que realizaram pré-inscrição, interessadas em fazer o curso.

Serviço

Acesse a petição pública online aqui.

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