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Peça "Helena Blavatsky, A Voz do Silêncio" entra em cartaz em Curitiba

Pela primeira vez na cidade, a montagem sobe ao palco do Teatro Bom Jesus para duas sessões neste fim de semana (4 e 5)

Beth Zalcman interpretando Helena Blavatsky.
Atriz Beth Zalcman estrela o monólogo "Helena Blavatsky, a voz do silêncio". (Foto: Marlon Maycon/Divulgação.
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Helena Blavatsky, A Voz do Silêncio”, peça inédita em Curitiba, entra em cartaz neste sábado e domingo (4 e 5), para duas sessões no Teatro Bom Jesus. O monólogo é interpretado pela atriz Beth Zalcman e dirigido por Luiz Antônio Rocha, a partir de texto de Lucia Helena Galvão. Os ingressos estão à venda a partir de R$ 70 (meia, mais R$ 9,10 de taxas), no site Disk Ingressos.

O espetáculo já circulou por todo o Brasil e soma mais de 200 apresentações, com cerca de 100 mil espectadores. Pela atuação no papel de Blavatsky, Beth recebeu o prêmio CENYM de Teatro Nacional, da ATEB – Academia de Artes no Teatro do Brasil, como melhor atriz de 2023.

Helena Blavatsky, uma mulher à frente de seu tempo


No Século 19, quando as mulheres não tinham voz, a filósofa russa Blavatsky enfrentou o preconceito, a intolerância e a opressão para viajar pelo mundo em busca de conhecimento filosófico, espiritual e esotérico. A partir de Constantinopla, quase sempre de navio, partiu para o Egito, Oriente Médio e Índia.

No Tibete, sob orientação de mahatmas, conheceu “segredos” cosmológicos e estudou o potencial do espírito humano. Desafiando o materialismo e o secularismo do Ocidente, aproximou-se do espiritualismo americano, no início da década de 1870, antes de lançar a Teosofia: nova visão do cosmos e do propósito humano.


Em 1875, junto com Henry Steel Olcott, ela fundou em Nova York a Sociedade Teosófica (que foi para a Índia em 1879), que rapidamente cresceu na Europa e à América e despertou o interesse por religiões orientais e o renascimento do ocultismo moderno. Desde então, Blavatsky tornou-se uma lenda.


Seu livro "A Doutrina Secreta", sobre a evolução do universo e da humanidade, é considerada sua obra-prima. Contudo, foi acusada de fraude, mas vários nomes declararam publicamente a admiração por ela. Estão entre eles os cientistas Robert Oppenheimer, Wilhelm Reich e Thomas Edison; autores como Fernando Pessoa, Leon Tolstói, James Joyce. T.S. Eliot, George Bernard Shaw e Aldous Huxley; pintores como Piet Mondrian, Nikolai Roerich e Wassily Kandinsky; músicos como Alexander Scriabin; o ator e diretor teatral Constantin Stanislavski; e os líderes espirituais Rudolf Steiner, George Gurdjieff, Krishnamurti e Ghandi.

Beth Zalcman interpretando Helena Blavatsky.
Beth Zalcman interpretando Helena Blavatsky. (Foto: Daniel Castro/Divulgação.)

Filosofia, para enfrentar o caos mundial

Para Luiz Antônio Rocha, resgatar o pensamento de Blavatsky é de extrema importância – “especialmente em um momento de caos mundial, no qual o fundamentalismo, as tecnologias e as crises políticas e climáticas invadem nossa dignidade com tanta violência. Segundo Blavatsky, o universo é dirigido de dentro para fora, pois nenhum movimento ou mudança exterior do ser humano pode ter lugar no corpo externo se não for provocado por um impulso interno”, fala o diretor.

Por sua vez, a premiada atriz Beth, diz: “Interpretar Blavatsky é mergulhar no improvável, no intangível. Nada mais desafiador para uma atriz do que um texto que demanda extrema sensibilidade, concentração e imaginação, e transporta a plateia para um universo de possibilidades”.

Sinopse

O enredo se passa no quarto de Helena Blavatsky, no final do século 19, em Londres. Ela está sozinha, naquele que é o seu último dia de vida, e revisita memórias e o conhecimento vindo de todo o mundo, então se depara com a força de sua missão e as consequências de suas escolhas. Lembra-se de sua forte ligação com a Índia e do encontro, em Londres, com Gandhi.

Os diálogos entre ciência, religião, história e filosofia; a busca pelo conhecimento; a condição feminina e sua capacidade transformadora em meio às adversidades de todas as épocas, estão no cerne de “Helena Blavatsky, A Voz do Silêncio”.

Da Vinci e Manet

A ambientação conduz as ilusões à verdade espiritual e a ignorância à sabedoria, que ilumina o propósito da existência. A dramaturgia é inspirada no sfumato, técnica artística italiana de pintura e desenho popularizada por Leonardo Da Vinci. O artista a descreve como a ausência de linhas ou fronteiras na forma esfumaçada, que vai além do plano de foco. A direção de arte, o cenário e os figurinos também são inspirados em pinturas do artista impressionista Édouard Manet.


“Helena Blavatsky, A Voz do Silêncio”


Dia 4 (sábado), às 20h, dia 5 (domingo), às 18h, no Teatro Bom Jesus (Rua 24 de Maio, 135 - Centro).
Ingressos à venda a partir de R$ 70 (meia, mais taxas de 9,10) no site Disk Ingressos.
Duração: 60 minutos
Classificação etária: 12 anos
Realização: Espaço Cênico, Teatro em Conserva e Mímica em Trânsito
Instagram: @helenablavatskyavozdosilencio

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