Quando Ari Campanholo saiu da Europa com destino ao Brasil buscava oportunidades de trabalho. Por aqui, encontrou o ofício de madeireiro para sustentar a família e uma das espécies mais extraídas para fabricação de móveis era a araucária, hoje em extinção.
O trabalho fez com que o senhor Ari percebesse que o corte de árvores poderia ter consequências ao Meio Ambiente. Em 1950 ele aquiriu 128 hectares de terra na Lapa, no Paraná, área de floresta de araucária quase intocada. Em 1985, o filho dele, Gabriel Campanholo, se mudou para área e buscou ajuda para criar uma área de preservação que deu origem à Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Mata do Uru.

A mata é mantida pela Posigraf, que neste ano lançou a Fragrância Mata do Uru. Alguns mililitros combinam os cheiros da mata que remetem a uma sensação de ar puro. O objetivo de lançar a fragrância é, além do marketing olfativo, chamar atenção para a preservação ambiental, algo que ganha importância no mercado.
Além da Posigraf, a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) também integra a força-tarefa para manter a Mata do Uru a salvo de caçadores e madeireiros.


Floresta de Araucária preservada na Lapa | Fotos: Aline Reis/Plural.
O espaço virou RPPN em 2004 – pouco tempo depois da morte do senhor Gabriel, que entre 1985 e 2003 fazia a proteção do espaço sozinho, com um cão e uma espingarda, como dizem seus sucessores.
Mata do Uru
A Mata do Uru pode receber visitantes. O espaço tem uma pequena trilha de 653 metros – na qual o trajeto leva o visitante a encontrar “A professora”, uma araucária de mais de 300 anos, além da possibilidade de cruzar com animais de diversas espécies.
Quem visita o espaço (saiba mais aqui) também pode conhecer detalhes sobre a história da família e a parceria da Posigraf com a SPVS na preservação. Ao todo, somente a Posigraf já destinou R$ 2 milhões para a área nos últimos 20 anos, uma forma de compensar as emissões de carbono.