O Instituto Água e Terra (IAT) realizou na última semana o fechamento de dois acessos irregulares no Parque Estadual Pico Paraná, localizado entre Campina Grande do Sul e Antonina. A medida tem como objetivo reforçar a segurança dos visitantes. Além do bloqueio, o órgão instalou cercas e placas de sinalização nas trilhas da Unidade de Conservação (UC).
Na sexta-feira (09), o órgão instalou uma cerca e uma placa de sinalização em um acesso secundário irregular localizado no início da trilha da UC, reforçando o controle sobre os pontos de entrada não autorizados.
Um dos acessos interditados fica próximo ao Pico Paraná e havia sido utilizado pelo jovem Roberto Farias, de 19 anos, que se perdeu no parque no fim de 2025. O rapaz pretendia assistir ao primeiro amanhecer de 2026 no topo da montanha, mas, durante a descida, passou mal e acabou se separando da jovem, também de 19 anos, que o acompanhava. Ao errar o caminho em uma bifurcação, caiu em um penhasco e ficou desaparecido por cinco dias.

No último domingo (11), o IAT reforçou o bloqueio justamente nesse acesso irregular, considerado de risco. Segundo o instituto, a ação busca garantir que os visitantes utilizem apenas rotas oficiais e seguras, reduzindo a possibilidade de acidentes e permitindo maior controle do fluxo de pessoas. O descumprimento das normas da UC pode resultar em multas, além de colocar em risco a integridade dos visitantes do pico.
Parque Estadual Pico Paraná
O Parque Estadual Pico Paraná abriga o ponto mais alto da região Sul do Brasil, com 1.877 metros de altitude. O complexo reúne cinco picos e um morro, acessíveis por trilhas que variam de 3,5 km a 10 km de extensão.
A unidade funciona diariamente, com base de atendimento 24 horas. O acesso se dá pela BR-116, passando pelo Posto do Tio Doca e entrando à direita na Ponte do Rio Tucum. A partir daí, são cerca de 6 km até a base do IAT, passando pelas Fazendas Pico Paraná e Rio das Pedras, onde começa a trilha oficial para o Pico e demais cumes da região.