O Instituto Hortense, criado em 2016 pelo cantor e compositor Leo Chaves, ingressou na Justiça para tentar recuperar R$ 20 milhões investidos no Futuree Bank, empresa de Curitiba acusada de operar uma pirâmide financeira. A entidade afirma ter sido vítima de um golpe e busca o ressarcimento dos valores. Leo Chaves é conhecido por integrar a dupla Victor & Leo.
Sem fins lucrativos, o Instituto atua na promoção da educação em Minas Gerais e São Paulo e, conforme dados publicados em seu site oficial, atende 3 mil escolas e 1,2 milhão de crianças.
De acordo com o processo movido contra o Futuree Bank e a Dock Instituição de Pagamento SA, o então presidente do Instituto transferiu R$ 20.000.917,25 à empresa curitibana em cinco operações realizadas entre 4 de junho e 1º de agosto de 2025. Na ação, a entidade afirma que ele “foi induzido a erro por uma proposta de investimento fraudulenta apresentada pela (...) Futuree Bank”.
O processo relata que a empresa prometia rendimento mensal de 1,1%, com pagamento no quinto dia útil. No entanto, quando o Instituto tentou resgatar R$ 5,2 milhões no dia 4 de agosto e outros R$ 4,1 milhões no dia seguinte, não obteve retorno.
Segundo a ação, o Futuree Bank atribuiu o problema a uma falha no sistema. Seis dias depois, informou não ter liquidez imediata para realizar o pagamento. A empresa ainda devolveu R$ 500 mil ao Instituto Hortense, valor que, para a entidade, serviu apenas para “mascarar a fraude, ganhar tempo, numa falsa demonstração de boa-fé”.

Como as transferências foram feitas por meio da Dock Instituição de Pagamento, o Instituto também pediu à Justiça que a empresa seja responsabilizada pela restituição.
Um dos responsáveis pelo Futuree Bank, José Oswaldo Dell’Agnolo, de 43 anos, foi preso em 6 de dezembro em Santa Catarina, em uma investigação da Polícia Federal do Paraná sobre a empresa.
