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Justiça determina ampliação de hora-atividade para professores do Paraná

Juiz dá liminar para sindicato, concordando que cálculo usado hoje é ilegal

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A Justiça determinou que o governo do Paraná deve voltar ao antigo sistema de hora-atividade para os professores da rede pública estadual. Nos últimos três anos, desde o fim da gestão de Beto Richa (PSDB), o governo vinha exigindo uma carga maior em sala de aula e deixando menos tempo para as atividades extra-classe.

A lei obriga que os professores tenham um terço de seu tempo de contrato destinado para atividades como preparação de aulas, correção de provas, pesquisa etc. Até 2015, a hora-atividade era computada com base na carga total do professor. Para um contrato de 20 horas semanais, por exemplo, a conta era de sete horas fora de sala.

No entanto, para economizar, a gestão Richa passou a contar as horas de outro jeito. Como cada hora de aula na verdade tem 50 minutos, o governo determinou que esses 10 minutos fossem descontados do cálculo. E assim, de uma hora para outra, sobraram só cinco horas fora de sala.

A APP-Sindicato, que representa professores e funcionários da educação pública no estado, sempre considerou o novo cálculo como ilegal. No entanto, as gestões de Cida Borghetti (PP) e Ratinho Jr. (PSD) mantiveram o que Richa vinha fazendo.

Agora, o juiz Marcos Vinícius Christo, da 1ª Vara da Fazenda Pública, concedeu liminar ao sindicato e determinou que a Secretaria de Educação volte ao cálculo anterior. Isso deve fazer, inclusive, com que mais professores temporários sejam chamados pelo governo.

Cabe recurso da decisão.

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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