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Lewandowski autoriza uso da Força Nacional de Segurança em territórios indígenas no Paraná

Documento prevê que articulação será feita pelos órgãos de segurança pública do Estado, com coordenação da Polícia Federal

indígenas e algumas pessoas brancas
Comunidades indígenas foram visitadas por representantes do Governo Federal e políticos do Paraná, como o deputado professor Lemos (PT) | Foto: Leandro Taques
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Foi publicada nesta semana, no Diário Oficial da União (DOU), autorização para que a Força Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça, seja utilizada no território indígena Tekoha Guasu Guavira, na região oeste do Paraná, entre as cidades de Guaíra e Terra Roxa.

O documento, assinado pelo ministro Ricardo Lewandoski, autoriza que a Força Nacional esteja no território por 90 dias. A articulação para isso deve ser feita pelo Governo do Estado, mas a coordenação é da Polícia Federal (PF).

Até terça-feira (27) uma comitiva do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) esteve em comunidades indígenas Ava Guarani. De acordo com o Governo Federal, as visitas serviram para “dar visibilidade às violações de direitos enfrentadas por essas comunidades e reforçar medidas de proteção às lideranças indígenas ameaçadas”.

Racismo

Desde janeiro deste ano indígenas pedem proteção. O território é alvo de ataques por parte de fazendeiros e grileiros da região. Ademais, crianças e adolescentes indígenas sofrem bullying e preconceito por parte de colegas e até de educadores, segundo relato dado ao Ministério dos Direitos Humanos.

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76% das propriedades rurais que cercam ou avançam sobre a Terra Indígena Tekoha Guasu Guavirá utilizam agrotóxicos, entre eles o glifosato

As lideranças ressaltaram que o preconceito racial está diretamente relacionado à resistência de autoridades locais em reconhecer os direitos territoriais dos Ava Guarani. O próprio governador do Estado, Ratinho Jr. (PSD), chamou os povos tradicionais do Oeste do Estado de “índios paraguaios”.

Indígenas paranaenses já sofreram atentados a tiros e vivem sob ameaça constante de ruralistas do local.

A portaria assinada pelo ministro prevê que “as atividades e nos serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, em caráter episódico e planejado”.

 

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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