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Licença ambiental prevê o corte de 642 árvores para obras do novo Inter 2 em Curitiba

Só na Arthur Bernardes serão cerca de 250. Prefeito eleito Eduardo Pimentel ainda não cumpriu a promessa de campanha de ouvir moradores da região

Licença ambiental prevê o corte de 642 árvores para obras do novo Inter 2 em Curitiba
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A prefeitura de Curitiba prevê o corte de 642 árvores no Lote 1 das obras para a implantação do projeto do novo Inter 2, que compreende a Avenida Presidente Arthur Bernardes e áreas próximas. A previsão está na Licença Ambiental de Instalação, aprovada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA). Só na Arthur Bernardes serão cerca de 250 cortes, o que gerou um movimento contrário à derrubada das árvores.

Leia mais: Dez dias após segundo turno, Prefeitura de Curitiba anuncia início das obras na Arthur Bernardes

De acordo com a licença ambiental, na área de abrangência do lote 1 das obras há 1.233 árvores – ou seja, mais da metade será removida. Das 642 que serão cortadas, segundo o documento, 542 são de médio porte e 100 de grande porte. “A alternativa em análise é menos impactante para implantação do projeto em pauta. Haverá o atingimento de 13 araucárias”, diz a licença emitida pela SMMA. 

Licença Ambiental de Instalação fala em 642 árvores suprimidas (Reprodução)

O documento diz ainda que na área do Lote 1 existem unidades de conservação e que serão atingidos o Jardinete Luiz Afonso Leal Hauer, a Praça Pedro Gasparello (Fonte de Jerusalém), o Jardinete Nagibe Chede Abrahão, a Praça Professor Francisco Ribeiro Azevedo Macedo e o eixo da Arthur Bernardes. No Pacote 2 do Lote 1 ainda foi identificada a presença do Córrego Vila Izabel, que terá uma parte canalizada.

Reunião

A assessoria do prefeito eleito Eduardo Pimentel (PSD) informou nesta quinta-feira (7) que deverá haver uma reunião na próxima semana entre representantes do IPPUC, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que financia a obra do novo Inter 2, e do movimento SOS Arthur Bernardes, contrários ao corte das árvores. A reunião foi uma promessa de campanha de Pimentel. Segundo membros do movimento, Pimentel havia se comprometido a ouvir moradores da região na primeira semana após a eleição.

A vereadora eleita Laís Leão (PDT) participou das negociações para que a reunião fosse realizada, mas disse ao Plural que ainda não foi informada sobre o encontro. "Houve um compromisso pessoal do Eduardo Pimentel em garantir que haveria uma reunião do movimento com a equipe técnica do IPPUC para sanar as dúvidas e, posteriormente, uma nova reunião em que ele participaria para dialogar sobre possibilidades. E que não haveria cortes até essa reunião".

Segundo Laís Leão, os integrantes do movimento tentaram se reunir com o IPPUC na semana passada. "Houve uma tentativa por parte deles de marcar com o IPPUC, mas o Instituto se posicionou que faria a reunião com a presença do BID. Desde então estão nesse processo moroso de encontrar a tal agenda". A fala da assessoria é de que, caso a agenda do BID demore muito, eles fariam a reunião entre movimento e IPPUC, mesmo sem o Banco. Porém, enquanto isso, as obras seguem e a reunião nunca é marcada".

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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