Pular para o conteúdo

Literatura paranaense teve ano de grandes lançamentos. Conheça 11 desses livros

Autores como Cristovão Tezza, Giovana Madalosso e Caetano Galindo lançaram novas obras em 2025

Literatura paranaense teve ano de grandes lançamentos. Conheça 11 desses livros
Publicado:

O ano de 2025 teve lançamentos de vários dos principais autores paranaenses. Livros novos de escritores como Cristovão Tezza, Caetano Galindo e Giovana Madalosso chegaram às livrarias e receberam elogios na imprensa e na crítica especializada.

Veja alguns dos destaques literários do estado no que passou.

Visita ao pai, de Cristovão Tezza

O novo livro do mais celebrado romancista do estado saiu pela Companhia das Letras. Cristovão compôs o romance a partir de cadernos de anotações mantidos por seu pai. O escritor nunca tinha lido os textos, mas durante a pandemia se debruçou sobre eles e descobriu nela um caminho para conhecer melhor a história de João Batista, um homem que mal havia conhecido.

Página do livro aqui.

Batida Só, de Giovana Madalosso

Giovana Madalosso teve um ano de ascensão impressionante na literatura, tanto dentro quanto fora do país. No exterior, seu romance Suíte Tóquio, lançado agora em inglês, foi escolhido pelo New York Times como um dos 100 melhores livros do ano. Por aqui, o terceiro romance da curitibana, Batida Só, foi publicado pela Todavia com recepção bastante positiva. A protagonista, uma mulher que descobre um, problema cardíaco, sai em busca de cura e fé, mas o que acaba encontrando é a amizade com um garoto que também enfrenta problemas de saúde.

Página do livro aqui.

Na Ponta da Língua, de Caetano Galindo

Depois do sucesso de Latim em Pó, em que contou a história da língua portuguesa para leigos, o professor da UFPR Caetano Galindo lança uma espécie de sequência para quem gostou da brincadeira. Em Na Ponta de Língua, Caetano conta a origem das palavras que dão nome às partes do nosso corpo. Como de costume, o charme está na mistura do conhecimento aprofundado com a linguagem fácil e divertida, sem jamais cair na banalidade. O livro saiu pela Companhia das Letras.

Página do livro aqui.

Na Casa do Pai, de Marleth Silva

Jornalista reconhecida e autora de livros de não-ficção, Marleth Silva estreou na literatura em 2025 com um pequeno romance lançado pela Arte e Letra. "Na Casa do Pai" conta a história de um homem que cresce marcado pela ausência do pai, que se mudou para o Japão, abandonando a família. O livro acompanha a sua viagem para o Oriente atrás de um homem que não teve a oportunidade de conhecer - viagem que toma rumos inesperados para ele próprio.

Página do livro aqui.

Incombinados, de Luci Collin

Uma das autoras mais importantes da literatura brasileira contemporânea, Luci Collin lançou em 2025 pela Maralto uma coletânea de poemas escolhidos. O livro representa uma amostra do que Luci, poeta, contista e romancista, publicou desde sua estreia na literatura, em 1984.

Página do livro aqui.

Panapana, de Guilherme Gontijo Flores

Poeta de relevância nacional, Guilherme lança seu décimo volume de poemas, Panapana, pela Ars Vita. Dividido em três partes, o livro tem, como sempre, um forte aspectos formal e uma preocupação intensa com a linguagem. Mas há também uma preocupação social: o livro contém uma espécie de carta para a próxima geração sobre o colapso ambiental do planeta.

Página do livro aqui.

A Crônica não Mata, de Luís Henrique Pellanda

Provavelmente o mais conhecido cronista da cidade, Pellanda lançou em 2025 sua nova coletânea, desta vez com textos publicados originalmente no Plural. Produzidas durante a pandemia, as crônicas têm um ar diferente do trabalho anterior de Pellanda. Sem poder passear pelas ruas da cidade, o autor se torna mais reflexivo, inclusive pensando sobre o próprio ofício.

Página do livro aqui.

Às Vezes Me Sinto uma Espectadora da Vida Real, de Aline Brandalise

O primeiro volume de crônicas de Aline Brandalise foi também a estreia da Coleção Plural, que passou a ser publicada em 2025 pela Arte e Letra. O livro apresenta textos bem-humorados da autora sobre Curitiba e a vida em geral. Muitos foram publicados originalmente no Plural, outros saíram direto de seu perfil na internet que lhe deu fama durante a pandemia.

Página do livro aqui.

Ana Lívia e Outras Mulheres, de Caetano Galindo

A peça escrita por Caetano para a BR-116 foi publicada em 2025 pela Cobogó. O texto, para duas atrizes, foi encenado por Bete Coelho em parceria com três outras atrizes, que se revezavam no papel da mulher que dialoga com ela: Georgete Fadel, Iara Jamra e Vera Zimmerman. Completam o volume outros textos para teatro do autor.

Página do livro aqui.

Quarta-feira de Cinzas na Loja de Fantasias

A psicóloga Fernanda Magalhães estreou na literatura em 2025 com a publicação de seu primeiro romance pela Arte e Letra. Composto de pequenos trechos que narram situações de personagens diversas, o livro monta um painel da vida contemporânea, em que todos sofrem de uma certa tristeza. "Uma tristeza que encontra regojizo na fofoca e que goza na decadência alheia", como diz o texto de divulgação da editora.

Página do livro aqui.

Devastação, de José Castello

Vencedor de três prêmios Jabuti, José Castello lançou em 2025 uma breve novela narrada por uma personagem que, na velhice, faz uma reflexão sobre sua vida, sua própria mortalidade e sobre o vazio das pessoas a seu redor. Presa a uma cadeira de rodas, ela se olha no espelho e mal reconhece a mulher que é e a mulher que já foi.

Página do livro aqui.

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

Todos os artigos

Mais em Livros

Ver todos

Mais de Rogerio Galindo

Ver todos

De nossos parceiros