A médica Janaina Schuinka Bazilio faleceu no último dia 23, vítima de choque, insuficiência e intoxicação, aos 37 anos. Ela trabalhava na clínica Vacinamais, em Colombo, e o falecimento foi alvo de uma onda de desinformação em redes sociais, relacionado a morte da profissional com as vacinas.
As especulações, segundo a família, não têm nenhum fundamento. A médica enfrentava problemas relacionados ao diabetes. A irmã de Janaína, Iara Schuinka, explicou ao Plural que ela era defensora da vacinação. “Seria importante divulgar que ela estava com todas as vacinas em dia e a causa da morte não tem a ver com vacinação”, lamenta.
Comentários em redes sociais contradizem o posicionamento da médica, que publicamente defendia a importância das vacinas para a saúde. A onda de desinformação é considerada desrespeitosa pela família. “Ela considerava que as vacinas salvavam vidas”, defende a irmã.
Desinformação
Internautas usaram emojis de seringa e de caveira para tentar ligar o falecimento ao local de trabalho da médica. Muitos dos usuários que levantaram a suposição sequer conheciam a profissional.

Este comportamento vai ao encontro dos dados divulgados pelo Laboratório de Estudos sobre Desordem Informacional e Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas, que apontou que o Brasil lidera o volume de mensagens e o número de usuários ativos que participam de comunidades conspiratórias sobre vacinas, sendo responsável por mais de 580 mil conteúdos falsos ou com desinformação sobre imunização.
Além de trabalhar na clínica, Janaina era servidora da prefeitura de Colombo. No post em que a administração comunicou o falecimento também há desinformação e a própria família precisou desmentir as insinuações.
Despedida
Por outro lado, muitas pessoas lembraram do trabalho da médica. “A UBS do Maracanã está em luto. Janaina foi luz, cuidado e dedicação. Sua presença deixa saudade e sua história seguirá viva em nós”, publicou a enfermeira Andrezza Oliveira.
O prefeito Helder Lazarotto (PSD) também se manifestou. “Meus sentimentos aos familiares e amigos, que Deus, em sua infinita misericórdia conforte o coração”.
O corpo da médica foi sepultado no cemitério Vaticano, em Almirante Tamandaré.
