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Movimentos sociais fazem "marmitaço" e denunciam projeto que criminaliza solidariedade

Tramita na Câmara projeto de lei que pune doação de comida para pobres na cidade

Movimentos sociais fazem "marmitaço" e denunciam projeto que criminaliza solidariedade
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Nesta quinta-feira (13), em frente à Câmara Municipal de Curitiba, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o Núcleo Periférico e o Movimento dos Trabalhadores por Direitos (MTD) realizaram a ação “Marmitaço”, distribuindo mais de 150 marmitas para pessoas em situação de rua e vulnerabilidade nutricional. O ato foi uma resposta direta ao Projeto de Lei, que tramita na Câmara, e que pretende restringir ações de doação de alimentos na capital paranaense.

Em meio a palavras de ordem como “Combate à fome não é crime! Fome Zero!", os manifestantes destacaram o caráter urgente da iniciativa. “Enquanto a cidade discute burocracias para criminalizar a solidariedade, nós estamos nas ruas mostrando que a fome não pode esperar”, declarou Gabriel Teixeira, coordenador do MTST no Paraná.

Projeto

O PL em questão exige autorização prévia da prefeitura para ações de doação, impõe a presença da Guarda Municipal durante as distribuições e estabelece multas de R$ 5.000 para quem descumprir as normas. Paralelamente, tramita um pedido ao Executivo para desativar equipamentos públicos de distribuição de alimentos no centro da cidade, sob a justificativa de “ordenar o espaço urbano”.

Para os movimentos, as propostas refletem uma visão higienista e excludente. “O que incomoda é a pobreza, mas querem esconder a pobreza em vez de combatê-la. Enquanto o estado do Paraná cresce economicamente, milhares passam fome nas calçadas de Curitiba”, criticou Mariana Kauchakje, coordenadora do MTST no Paraná.

Fome

Curitiba, cidade símbolo de planejamento urbano, hoje enfrenta um paradoxo: é a capital de um dos estados mais ricos do país, mas registra aumento de 40% na população em situação de rua desde 2022, segundo dados do Fórum de Defesa Social. “Não aceitaremos retrocessos. Exigimos políticas de segurança alimentar, solidariedade não é crime!”, gritavam os participantes.

As vereadoras Vanda de Assis (PT) e Camilla Gonda (PSB) receberam os manifestantes em frente à Câmara e fizeram eco às reivindicações dos movimentos, se comprometendo a combater o projeto e defender as Cozinhas Solidárias.

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