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Olhar de Cinema: confira quais sessões têm tradução em Libras e audiodescrição

Na programação do festival, há sessões que oferecem acessibilidade; entre os filmes estão longas e curtas-metragens para público adulto e infantil

Olhar de Cinema: confira quais sessões têm tradução em Libras e audiodescrição
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O Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba está em cartaz até 20 de junho na cidade, com sessões no Cine Passeio, no Cinemark Mueller e também no Teatro da Vila, no CIC. O evento é um dos mais importantes dedicados à sétima arte do Brasil e, além de premiar obras, profissionais e valorizar obras significativas na história das linguagens audiovisuais, é uma iniciativa que busca democratizar o cinema com preços populares e também com recursos de acessibilidade.

“Todos os anos, o Olhar de Cinema busca sempre aprimorar o seu papel na democratização do acesso ao cinema, promovendo serviços que vão além da exibição de filmes a preços acessíveis, como a exibição de produções com recursos de acessibilidade, como Libras e audiodescrição”, comenta Antônio Gonçalves Jr., diretor do Olhar de Cinema.

No vídeo, o cineasta Giuliano Robert convida (em Libras) a comunidade surda para a programação do festival. (Imagens: Reprodução do Instagram de Fluindo Libras/Olhar de Cinema.)

Em 2024, no total estão previstas 13 sessões com recursos de acessibilidade, passando por diferentes mostras, como a Mostra Competitiva Brasileira, Mirada Paranaense, Pequenos Olhares, Novos Olhares, assim como os filmes de abertura e encerramento. Os filmes programados para essas exibições foram: “Retrato de um Certo Oriente”, do diretor Marcelo Gomes; “A Cápsula”, produção de Maringá do diretor Ribamar Nascimento; o longa infantil de animação “O Sonho de Clarice”, de Fernando Gutierrez e Guto Bicalho; “Greice”, de Leonardo Mouramateus; “Quem É Essa Mulher?” de Mariana Jaspe; “Entre Vênus e Marte”, de Cris Ventura; “O Sol das Mariposas”, de Fábio Allon; “Idade da Pedra”, de Renan Rovida; e “Um Dia Antes de Todos os Outros”, de Valentina Homem, Fernanda Bond; “Salão de Baile”, de Juru e Vitã; e os curtas infantis “Casa na Árvore”, de Guilherme Lepca,”Lagrimar”, de Paula Vanina, e “Almadía, de Mariana Medina”.

Os ingressos podem ser adquiridos pelo site oficial com valores a partir de R$8 (meia-entrada), com exceção para as matinês do Cine Passeio da Mostra Pequenos Olhares, em que o ingresso tem valor especial de R$6.

Leia também: Olhar de Cinema: Tudo o que você precisa saber sobre a 13ª edição do festival

Programação com recursos de acessibilidade até dia 20/06

Infantil com acessibilidade

15 e 16 de junho, às 10h30, no Cine Passeio sala Ritz, “O Sonho de Clarice” (longa-metragem da Mostra Pequenos Olhares).

De Fernando Gutierrez e Guto Bicalho, o filme que fala sobre Clarice, uma menina esperta que demonstrará toda sua capacidade criativa para ter que lidar com a morte de sua mãe. Ela passa os dias com seu pai, tentando se distrair e brincar mesmo em meio aos dias cheios de trabalho dele como carroceiro. Dessa maneira, na sua rotina, Clarice imagina um mundo mágico em que contará com a ajuda de inusitados amigos para viver grandes aventuras e aprender a conviver com a ausência e a lembrança de sua mãe.

Infantil com acessibilidade

15 e 16 de junho, às 13h, no Cine Passeio sala Luz, “Casa na Árvore” “Lagrimar”, “Ária” e “Os Defensores de Típota” (curtas-metragens da Pequenos Olhares).

“Casa na Árvore”, de Guilherme Lepca, que conta a história de Ariel, que, ao chegar na escola, percebe que seu amigo Dudu não está. O motivo da falta? O pequeno ficou resfriado. Na imaginação de uma criança que tem como afazer principal ir pra escola, a ausência pode significar uma permissão total para a brincadeira. E quem não quer brincar o dia todo? Ficar resfriado pode fazer parte do cotidiano de uma criança, mas não quando essa criança é Ariel.

Acessibilidade em filmes infantis

“Lagrimar”, de Paula Vanina, é sobre uma menina que anda sozinha por uma mata seca, árida. Mas há algo na cabeça dela que produz vida. Porque em algum momento, sua caminhada é surpreendida por uma outra vida que brota dessa cabeça fértil. Nesse encontro, a possibilidade de uma amizade inusitada, mas também do florescimento de libertar essa amizade pra que ela tome seus próprios rumos. A menina, quando chora, chora de despedida e igualmente de alegria. A terra, finalmente, umedece. Interessante trabalho de técnica de animação sobre fotos, bem como criativa brincadeira com a ideia de “ter minhoca na cabeça.”

Acessibilidade em filmes infantis

"Ária", de Arthur P. Motta, mostra uma menina que acaba de ingressar em uma escola de música, mas a empolgação da realização desse sonho diminui à medida em que ela encontra dificuldades para se enturmar. Um de seus colegas de classe começa a importuná-la quando descobre que ela usa aparelho auditivo. Contudo, esse atrito se transforma em amizade durante uma situação em que eles precisam ajudar um ao outro.

Acessibilidade em filmes infantis

“Almadia”, de Mariana Medina, é uma animação que acompanha a história de um jangadeiro e sua família, suas jornadas que por um momento se distanciam no mar e em terra firme, e que voltam a se entrelaçar em uma nova perspectiva de amor e memória.

Acessibilidade em filmes infantis

Adulto com acessibilidade

16 de junho, às 14h, no Cine Passeio sala Ritz, “Greice” (da Mostra Competitiva Brasileira)

Com direção de Leonardo Mouramateus, a produção gira em torno de uma jovem mulher brasileira estudando e trabalhando em Lisboa. Em um dia de trabalho, Greice conhece Alfonso, e essa relação vai ser o estopim para uma série de acontecimentos que a levam de volta a seu Ceará natal. Com seus diálogos mordazes, interpretados por um elenco cativante, o filme trata com notável leveza de temas complexos ao redor das identidades, e em especial das relações sociais e de gênero.

16 de junho, às 14h, no Cine Passeio sala Luz, “Entre Vênus e Marte” (Mostra Novos Olhares).

Dirigido por Cris Ventura, o filme mostra Ed Marte que, após séculos de hibernação em sua cápsula, ressurge na cidade de Belo Horizonte com a missão de resgatar a princesa Nickary. Misturando registros e dispositivos com a mesma anarquia furiosa e festiva de suas personagens, Cris Ventura cria um filme-OVNI totalmente auto-consciente de que a liberdade completa sempre será sua principal bandeira e mote.

16 de junho, 16h20, no Cine Passeio sala Ritz, “Quem é Essa Mulher?” (Mostra Competitiva Brasileira).

De Mariana Jaspe, da Mostra Competitiva Brasileira. No filme, o público é convidado a pegar a estrada junto com a historiadora Mayara, que leva todos às origens da sua pesquisa sobre Maria Odília Teixeira, a primeira médica negra do Brasil. Nesse caminho, entenderemos aos poucos o quanto as trajetórias dessas duas mulheres, com os cem anos de história brasileira que as separam, têm em comum. Mariana Jaspe não se apega a um formato estático de aproximação documental, permitindo que o filme ganhe novos ares na medida em que essas histórias se iluminam mutuamente.

17 de junho, às 14h15, no Cine Passeio sala Luz, “O Sol das Mariposas” (Mostra Competitiva Brasileira).

Dirigido por Fábio Allon, o filme, que é o primeiro longa ficcional em direção solo do cineasta, mostra Marta que, após a partida do seu marido, luta para manter funcionando o seu sítio de café resistindo aos avanços de um emergente agronegócio pelo interior do Paraná da década de 1970. Na medida em que sua relação com a colega Juliana se torna mais forte, vai ficando mais claro que o ambiente adverso e conservador ao seu redor é um risco tão grande quanto a promessa das geadas de um inverno inclemente.

17 de junho, às 20h30, no Cine Passeio sala Luz, “Idade da Pedra” (Mostra Novos Olhares).

Escrito, dirigido e protagonizado por Renan Rovida, a produção acompanha as andanças de Terceiro Mundo, um homem sem-teto que mergulha em uma deriva onírica pelas ruas da capital paulista. Fragmentos de tempos passados e presentes se enlaçam nessa dança entre memória, sonho e desejos de insurreição, em que a subjetividade de uma pessoa à margem favorece a reflexão crítica sobre um Brasil profundamente contraditório.

19 de junho, às 14h15, no Cine Passeio sala Luz, “Um Dia Antes de Todos os Outros”, (Mostra Competitiva Brasileira).

ntina Homem e Fernanda Bond, o filme mostra a jovem Sofia, que improvisa rimas com suas amizades na comunidade em que vive, enquanto sua mãe Marli, organiza a desocupação do apartamento de classe média alta em que trabalhou por boa parte da vida como cuidadora. Na ficção, muitas camadas envolvem o público com sensibilidade no universo íntimo de suas personagens, revelando o afeto e também as dinâmicas de poder que atravessam as relações de três gerações de mulheres com importantes diferenças entre si.

19 de junho, às 19h15, no Cinemark Mueller, “Salão de Baile” (filme de encerramento do Olhar de Cinema).

A produção do pesquisador Juru e da cineasta Vitã apresenta a cultura do ballroom, mostrando as Houses fluminenses, que se apropriam de influências estrangeiras e de elementos reconhecidamente brasileiros para construir um universo que combina dança, música, moda e performance a partir das experiências queer periféricas e racializadas.

Cinema queer - O brasileiro "Salão de Baile" é um dos filmes de cinema queer na programação do 13º Olhar de Cinema. (Imagem: Reprodução/Divulgação.)

Seminários com acessibilidade

Além das sessões com recursos de acessibilidade, os seminários gratuitos do Olhar de Cinema também contarão com os serviços de inclusão, sendo ainda transmitidos ao vivo pelo canal oficial do festival no Youtube. Entre os temas a serem abordados, estão assuntos que vão além dos aspectos técnicos e estéticos da cinematografia, promovendo reflexões sobre o papel social da sétima arte.A programação completa dos seminários pode ser conferida no site oficial.

13º Olhar de Cinema – De 12 a 20 de junho

A 13ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba exibe produções para as crianças, estreias nacionais e internacionais, obras de cineastas paranaenses e filmes clássicos, no Cine Passeio (R. Riachuelo, 410 – Centro); Cinemark Mueller (Av. Cândido de Abreu, 127, Centro) e no Teatro da Vila (R. Davi Xavier da Silva, 451, Cidade Industrial de Curitiba). A exibição especial de abertura é dia 12 de junho, na Ópera de Arame (R. João Gava, 920, bairro Abranches).

Os ingressos estão à venda no site oficial do evento com valores a partir de R$8 (meia-entrada). Todas as sessões no Teatro da Vila são gratuitas.

Os curtas-metragens brasileiros em exibição no festival também poderão ser assistidos gratuitamente, de 18 de junho a 7 de julho, na plataforma de streaming Itaú Cultural Play.

Programação completa e outras informações sobre a programação completa e as sessões com recursos de acessibilidade aqui, e também nas redes sociais oficiais do evento: Instagram @olhardecinema e Facebook.com.br/Olhardecinema. Verifique a classificação indicativa de cada filme e sessões com acessibilidade de audiodescrição.

A 13ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba é realizada por meio do programa de apoio e incentivo à cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, sendo também o projeto aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná, com recursos da Lei Paulo Gustavo, e pelo Ministério da Cultura – Governo Federal, com patrocínio do Itaú e Peróxidos do Brasil, apoio do Instituto de Oncologia do Paraná, Sanepar, Cimento Itambé, Favretto Mídia Exterior, e apoio cultural de Projeto Paradiso, Cine Passeio, Instituto Curitiba de Arte e Cultura. Verifique a classificação indicativa de cada filme e sessões com acessibilidade de audiodescrição. A produção é da Grafo Audiovisual.

Luciana Nogueira Melo

Luciana Nogueira Melo

Jornalista apaixonada por cultura, moda e turismo. Cursou publicidade, letras, um pedaço de artes cênicas e outro de produção cênica. Já trabalhou com publicidade, produção, como locutora e na TV.

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