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Pesquisa da UTFPR coleta digitais de bebês e treina IA para “envelhecer” biometria

Projeto tem potencial para ser o maior banco de biometria neonatal do mundo

pé de bebê branco
Banco de dados está sendo coletado em Pato Branco | Foto: divulgação
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Pesquisadores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) iniciaram uma coleta de dados que pode culminar no maior banco de biometria neonatal do mundo. A iniciativa é de desenvolvida em Pato Branco, em parceria com a empresa InfantID. O diferencial da pesquisa é que uma inteligência artificial está sendo treinada para ‘envelhecer’ as digitais dos bebês, já que elas vão sofrendo alteração, conforme eles crescem.

Segundo um dos pesquisadores que lidera o projeto, Luiz Fernando Puttow Southier, a medida permitirá mais segurança na identificação de bebês desde o nascimento, prevendo como ficará a digital coletada à medida que a criança se desenvolva. “Temos convênio com um hospital daqui da cidade, no qual fazemos a coleta já durante as primeiras horas do nascimento, com autorização da mãe e do pai”, diz.

O aprendizado da máquina usado para atualizar as digitais conforme aos bebês crescem pode trazer avanços para a sociedade e para segurança de crianças. Por exemplo, quando adultos viajam com bebês, a única confirmação da identidade deles é a certidão de nascimento, que não tem digitais cadastradas e que, portanto, não permite uma checagem.

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“A criação do banco de dados envolve parcerias com as Secretarias de Segurança Pública e institutos de identificação. Não temos um prazo para o estudo seja encerrado, mas quando conseguirmos o desenvolvimento da inteligência artificial, isso estará disponível para a sociedade e o mercado”, salienta o pesquisador.

A coleta é feita por profissionais que trabalham alocados diretamente no hospital, e são remunerados pela empresa. Os estudos também contam com pesquisadores da Unioeste e da área da saúde.

Dados do Relatório Global de 2024 sobre Tráfico de Pessoas, publicado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), apontam aumento no número global de crianças vítimas de tráfico humano. Entre 2019 e 2022 o número cresceu 31%.

A coleta das biometrias foi uma demanda apresentada pela empresa InfantID, que já tem os equipamentos. A UTFPR é responsável pelo monitoramento das crianças do nascimento até um ano de idade, na qual são feitas outras coletas regularmente.

Até agora cerca de 500 bebês estão sendo acompanhados desde 2023 e mais de 20 mil materiais coletados por meio da parceira com a prefeitura de Pato Branco. Os dados são armazenados em um servidor próprio da instituição e criptografados para proteger informações sensíveis.

A pesquisa já resultou na publicação de um estudo na revista ACM Computing Surveys e atraiu pesquisadores estrangeiros para colaborar.

Além de Luiz Fernando Southier, o projeto tem coordenação geral dos professores Dalcimar Casanova, Marcelo Teixeira e conta com o aporte de R$ 2 milhões do CNPq e da Agência de Desenvolvimento Regional Sustentável (Ageuni).

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