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PM diz que vai investigar sete mortes causadas por policiais no Parolin

PM diz que vai investigar sete mortes causadas por policiais no Parolin
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A morte de sete pessoas baleadas pela Polícia Militar no Parolin, em Curitiba, no último dia do ano, será investigada a partir desta quarta-feira (2). De acordo com a PM, o Inquérito Policial Militar só será aberto agora por se tratar do primeiro dia útil de 2024. Nos dias 31 e 1º de janeiro a polícia funciona apenas em esquema de plantão.

Os sete homens baleados formam o maior morticínio causado por uma única ação da PM em Curitiba ao longo do ano. O último caso parecido ocorreu em agosto de 2022, quando a polícia matou oito pessoas durante duas ações interligadas, uma no Tatuquara e outra no Cajuru. Neste episódio, o Gaeco chegou a abrir uma investigação e a cumprir mandados de busca e apreensão por suspeita de que a atitude dos policiais foi ilegal.

No caso do último 31, a PM afirma que foi acionada depois de a população ouvir dezenas de disparos na Rua Gastão Poplade, no Parolin. A suspeita da polícia, segundo declarações dadas à imprensa, é de que se tratava de uma disputa entre dois grupos por um ponto de drogas no Parolin.

Na versão da polícia, quando a primeira viatura chegou, oito homens começaram a atirar contra os policiais - entre eles um com arma de cano longo. Quando a polícia reagiu, os homens se esconderam em ruas e becos da região. Sete foram encontrados e mortos. A polícia afirma que em todos os casos houve confronto. Nenhum policial se feriu na ação.

A polícia afirma que todos os sete mortos tinham passagem pela polícia e quatro usavam tornozeleira eletrônica no momento da morte. Teriam sido encontradas no local 10 armas e dois coletes à prova de balas.

Letalidade policial

Os números do dia 31 aumentam ainda mais as estatísticas de letalidade policial no Paraná. No primeiro semestre de 2023, de acordo com o levantamento oficial do Gaeco, órgão ligado ao Ministério Público responsável por fazer o acompanhamento da atividade policial, a PM matou 156 pessoas em todo o estado.

De acordo com os números divulgados pelo Gaeco semestralmente, a quantidade de mortes causadas pelas forças de segurança caiu 37% em relação ao primeiro semestre de 2022, quando foram registradas 250 mortes. No ano de 2022 completo, foram 488 casos de pessoas mortas pelas forças de segurança no estado.

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