Diante do crescimento na curva de infecções provocadas pelo coronavírus e do momento de surto de gripe Influenza, a demanda por serviços de saúde e testes rápidos em Curitiba aumentou consideravelmente. Apesar disso, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) garante que o sistema de saúde da capital tem capacidade de resposta ao cenário.
Na avaliação da SMS, o aumento de casos do Sars-COV-2 está relacionado à propagação da nova variante Ômicron, que pode apresentar risco de maior contágio, como já sugeriram a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, sigla em inglês).
No entanto, segundo a SMS, a grande maioria dos casos na capital apresentam quadros respiratórios com sintomas leves, resultando em um baixo número de internamentos, o que tem mantido as enfermarias e UTIs desocupadas. Dados da pasta da última quarta-feira (5) mostram que dos 301.024 casos confirmados de Covid-19 analisados, 9,1% necessitaram de internamento.
Agravantes
Desde o início do ano, no entanto, a capital paranaense vem constatando um aumento significativo do número de pessoas com quadro de sintomas respiratórios atendidas no município, tanto em serviços públicos de saúde quanto privados.
Só nesta terça-feira (11), Curitiba registrou 1.787 novos casos de Covid-19, sendo 8.007 casos ativos - um aumento de 519.7% de pessoas contaminadas atualmente em relação há duas semanas. A média móvel de casos cresceu 1,363.6% em comparação aos últimos 14 dias - em 28 de dezembro a média era de 71 casos, enquanto nesta terça o número passou para 1.039. Além disso, depois de oito dias sem registros de óbitos (de 29 de dezembro a 5 de janeiro), Curitiba voltou a contabilizar mortes: desde o dia 6 de janeiro, seis pessoas morreram - duas delas nesta terça-feira.
O cenário se agrava com o alastramento de um surto de gripe fora de época, impulsionado por uma nova variante do vírus da Influenza, o H3N2. Nesta terça-feira (11), Curitiba confirmou 155 casos da doença.
Medidas restritivas
De acordo com a Secretaria de Saúde, a definição das medidas necessárias para contenção da transmissão da Covid-19 e da Influenza é feita com base na análise diária de uma série de parâmetros, que indicam a capacidade de resposta do sistema de saúde frente ao cenário.
Por enquanto, a avaliação desses indicadores, que também é responsável pela definição da bandeira a ser adotada em determinado período, não indica riscos de a cidade ter comércios, escolas e outros estabelecimentos fechados novamente.
Curitiba mantém medidas restritivas brandas e segue com as regulamentações da bandeira amarela desde o dia 7 de julho de 2021. Uma nova definição deve ser divulgada na próxima quinta-feira (13).