Pular para o conteúdo

Câmara de Curitiba tem confusão após vereadora assinar pedido de CPI

Vereador Pier Petruzziello teria abordado Camila Gonda, que assinou pedido de investigação contra ele

Câmara de Curitiba tem confusão após vereadora assinar pedido de CPI
Foto: Rodrigo Fonseca/CMC
Publicado:

A vereadora Camilla Gonda (PSB) solicitou à Câmara Municipal de Curitiba imagens do circuito interno que registraram uma confusão envolvendo o vereador Pier Petruzziello (PP) na tarde da última terça-feira (10). Gonda foi procurada por Petruzziello por ter assinado um pedido de instalação de uma CPI para investigar o vereador, acusado por um delator de ter recebido propina para facilitar contratos de uma empresa que atua na área de saúde com prefeituras da Região Metropolitana de Curitiba.

No início da tarde de terça, Petruzziello questionou por que Gonda assinou o pedido de CPI protocolado pela vereadora Professora Angela (PSOL) e perguntou se ela é formada em Direito. Um segurança da Câmara que acompanhou a situação, no Anexo II, teria chamado um colega para conter uma possível escalada nos ânimos.

Camilla Gonda foi procurada em seguida pelo presidente da Câmara, Tiko Kuzma (PSD). Em uma reunião com a presença de Kuzma e da vereadora Vanda de Assis (PT), representante da Procuradoria da Mulher da Câmara, Petruzziello teria pedido desculpas à parlamentar. 

Câmara aprova urgência para criar 49 cargos em comissão na prefeitura; custo será de R$ 20 milhões até 2027
Proposta apresentada pela gestão de Eduardo Pimentel deverá entrar na pauta do Legislativo em até três sessões

Em seguida, a equipe jurídica da vereadora formalizou um pedido de acesso às imagens captadas pelas câmeras, via Procuradoria da Mulher. Uma Instrução Normativa da Câmara  determina que “os equipamentos do Circuito Fechado de Televisão – CFTV devem permitir a captação das imagens de todo o entorno dos prédios da Câmara e das áreas comuns internas com boa qualidade de definição e seu armazenamento pelo período mínimo de 30 (trinta) dias, contados da captação”. 

A vereadora Camilla Gonda. Foto: Carlos Costa/CMC

O Plural tentou contato com Pier Petruzziello no início da noite desta quarta-feira (11), mas não conseguiu localizá-lo. O Plural fica aberto a uma eventual manifestação do vereador. 

Defesa

Pier Petruzziello se defendeu da acusação na sessão de segunda-feira (9) da Câmara. Segundo matéria veiculada pela RPC TV no dia 3 deste mês, um delator afirmou ao Ministério Público do Paraná que o vereador recebeu propina para facilitar a contratação de uma empresa por prefeituras da Região Metropolitana.

“Depois de 13 anos de vida pública, é a primeira vez na minha vida que eu subo nesta tribuna para me defender. E isto é muito triste: quando você tem que se defender de algo que você não fez”, disse Petruzziello em pronunciamento reproduzido pelo site da Câmara de Curitiba.

“A origem deste problema todo vocês sabem: nasce efetivamente na briga entre dois sócios. Um criminoso confesso vai até a Polícia Civil, faz um depoimento sem a promotora e, na sequência, faz um novo depoimento com a presença de uma promotora do Ministério Público”, afirmou o parlamentar.

O vereador Pier Petruzziello na sessão de segunda-feira da Câmara. Foto: Rodrigo Fonseca/CMC

O vereador destacou que não responde a nenhum processo. “Não há uma prova contra mim”, afirmou. “Não respondo a nenhum processo, nem cível e nem criminal. O MP, depois do depoimento do criminoso confesso, dado em 28 de setembro de 2021, disse que [citando trecho do documento do órgão] ‘tais elementos não foram suficientes para demonstrar a efetiva ocorrência de crime eventualmente praticado pelas partes envolvidas’. Esse é o Ministério Público do Paraná, a quem tenho profundo respeito”, 

Petruzziello disse que sabia desde fevereiro que a matéria seria levada ao ar e que seus advogados levaram documentos à emissora.

“[Foram] 14 minutos de uma matéria tentando acabar com a minha honra. E eu não estou preocupado com a minha carreira política. Estou preocupado com a minha honra. Estou preocupado com aquilo que acredito, com aquilo que eu sou e com a verdade. Não vão me destruir. Eu não vou deixar”.
Pier Petruzziello, vereador
José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

Todos os artigos

Mais em poder

Ver todos

Mais de José Marcos Lopes

Ver todos

De nossos parceiros