O plenário da Câmara de Curitiba aprovou nesta terça-feira (26) um reajuste de 4,42% para o funcionalismo público da cidade, frustrando os sindicatos que esperavam a reposição das perdas salariais ocorridas durante os mandatos de Rafael Greca (PSD) na Prefeitura. O porcentual será aplicado retroativamente a funcionários da ativa e a aposentados, e também aos conselheiros tutelares da capital.
Durante a tramitação do projeto, em regime de urgência, a oposição ao prefeito tentou aprovar uma emenda que concedia um reajuste maior, de 6,81%, como meio de compensar pelo menos parte do poder de compra perdido pelo funcionalismo ao longo dos últimos oito anos. No entanto, a bancada de Greca e do prefeito eleito, Eduardo Pimentel (PSD), rejeitou a modificação.
Ao defender a emenda dos 6,81%, a vereadora Geórgia Prates (PT) afirmou que o valor seria possível dentro do limite prudencial exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. "O impacto fiscal [da emenda] foi rigorosamente calculado", afirmou a vereadora. A emenda, no entanto, s teve dois votos favoráveis: o da própria Giórgia e do vereador Marcos Vieira (PDT). Os demais 24 presentes votaram pelo arquivamento da proposta.

Em seu texto de justificativa do porcentual, Greca afirma que o reajuste foi possível devido ao ajuste fiscal realizado pela prefeitura em seus mandatos. O ajuste, porém, foi feito em grande medida justamente com o cancelamento dos planos de cargos e salários dos servidores. Assim que assumiu, em 2017, Greca suspendeu os planos aprovados no mandato de Gustavo Fruet (PDT) e ainda retirou R$ 600 milhões da Previdência Municipal.
O Sismmac e o Sismuc, principais sindicatos que =defendem o funcionalismo municipal, estiveram presentes na sesso e protestaram contra a derrubada da emenda, mas a pressão no fez efeito.