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Certidão de óbito do avô da deputada Luciana Rafagnin é atualizada e indica morte violenta causada pelo Estado

Parlamentar comemorou atualização do documento do avô Leopoldo Chiapetti, morto em 1965 pela Ditadura Cívico-Militar

Certidão de óbito do avô da deputada Luciana Rafagnin é atualizada e indica morte violenta causada pelo Estado
Deputada comemora atualização do documento de óbito do avô | Foto: divulgação
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Nesta semana a deputada estadual Luciana Rafagnin (PT) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) para comemorar a atualização da certidão de óbito do seu avô, Leopoldo Chiapetti, falecido em 1965. O documento anterior trazia a causa da morte como “choque operatório” e o atual diz que o falecimento foi “morte não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro no contexto da perseguição sistemática à população identificada como dissidente política do regime ditatorial instaurado em 1964”.

Chupetti era agricultor e chegou a ser subprefeito de Mariano Moro, no Rio Grande do Sul. Ele foi proso em 30 de abril de 1964, acusado de integrar um grupo brizolista. Ele ficou preso em Severiano de Almeida e depois preso em Erechim, onde foi torturado e faleceu sob custódia em 21 de meio de 1965.

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 “Emoção muito grande para nós e para minha tia Leda, que na última sexta-feira, foi até Erechim para receber o documento, que reconhece oficialmente a verdadeira causa da morte: tortura e violência de Estado durante a ditadura militar brasileira”, destacou a deputada.

O caso Chiapetti foi reconhecido oficialmente pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) em 2004. O processo de atualização da certidão de óbito foi semelhante ao documento do depurado Rubens Paiva, retratado no filme Ainda Estou Aqui.

De acordo com o levantamento do Observatório Nacional dos Direitos Humanos (ObservaDH), até onde foi possível de ser apurado pela Comissão Nacional da Verdade, que funcionou entre 2012 e 2014, as 434 mortes e desaparecimentos políticos registrados formalmente, levantados e reconhecidos não ocorreram de maneira uniforme ao longo dos anos de 1946 a 1988.

A grande maioria das vítimas, 82,5%, era ligada a alguma organização política. Dentre as pessoas vinculadas a organizações políticas, 45,3% delas eram associadas formalmente a algum partido político. Isso representa cerca de 37% das 434 pessoas mortas e desaparecidas. O período mais violento, entre 1969 e 1978, registrou o maior percentual de assassinatos e desaparecimentos de militantes partidários, atingindo 40,5% de todas as mortes levantadas pela CNV no intervalo temporal.

*Com Alep e MDHC

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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