Uma decisão da Justiça Eleitoral põe um ponto final na tumultuada passagem do clã Requião pelo Partido dos Trabalhadores. A decisão autoriza o deputado estadual Requião Filho a deixar o partido sem que corra riscos de perder o mandato. Seu pai, o ex-governador Roberto Requião, já havia deixado o partido no ano passado para disputar a Prefeitura de Curitiba pelo minúsculo Mobiliza.
Requião e seu filho entraram no PT depois de perderem a briga pelo MDB estadual - partido em que o ex-governador militou por quase meio século. A entrada no Partido dos Trabalhadores era vista como um meio de apoiar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência em 2022, contra Jair Bolsonaro (PL).
Requião não teve chances na disputa contra Ratinho Jr. (PSD) pelo Governo do Paraná. Era claro desde o começo que a candidatura serviria unicamente para dar palanque a Lula. O problema não foi esse: depois da eleição, começaram os conflitos, quando o PT ofereceu a Requião uym cargo em Itaipu que ele considerou ofensivo. Segundo ele, seria uma mera "boquinha", uma "sinecura".
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Com Lula na Presidência, Requião começou a questionar vários aspectos da política econômica e, principalmente, acusou Lula e o BNDES de promoverem privatizações no Paraná, incluindo a da Copel. A relação se desgastou e os Requião, que não tinham participação nas correntes internas do petismo, se viram cada vez mais isolados.
Agora, Requião Filho, que está em seu terceiro mandato de deputado estadual e que deixou clara sua intenção de disputar eleições majoritárias, diz estar em negociações com novos partidos.