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Defesa de policial que matou tesoureiro do PT abandona tribunal e júri é adiado

Julgamento de ex-policial penal que matou tesoureiro do PT a tiros em Foz ficou para 2 de maio

Defesa de policial que matou tesoureiro do PT abandona tribunal e júri é adiado
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A defesa de Jorge Guaranho, o ex-policial penal que matou a tiros o tesoureiro do PT de Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda, forçou um adiamento do julgamento ao abandonar o Tribunal do Júri nesta quinta-feira (4). Os advogados de Guaranho afirmam que houve a anexação de provas fora do prazo legal e que, com isso, o trabalho da defesa foi cerceado. A acusação nega qualquer irregularidade e afirma que se trata de uma manobra da defesa para tentar uma futura nulidade do processo.

Com a suspensão dos trabalhos nesta quinta, primeiro dia dos trabalhos do júri, o julgamento foi remarcado para 2 de maio. A previsão é de que o processo todo até a sentença possa exigir três dias de sessão do Tribunal do Júri de Foz do Iguaçu.

No início da sessão desta quinta, a defesa de Guaranho primeiramente pediu que o juiz do processo determinasse o adiamento. Alegou, por exemplo, que só teve acesso aos laudos referentes à agressão que Guaranho sofreu dos presentes após matar Arruda pouco antes do início do júri.

Como o juiz se recusou a adiar o julgamento, os advogados de defesa, liderados por Samir Mattar Assad, simplesmente se levantaram e abandonaram o plenário, forçando a suspensão dos trabalhos.

Lembre o caso

Guaranho matou Arruda em 9 de julho de 2022. No dia do crime Marcelo Arruda reuniu amigos e familiares na Associação Recreativa Esportiva Segurança Física de Itaipu (Aresf), em Foz do Iguaçu. Guaranho, que não conhecia ninguém, soube da festa por um terceiro e invadiu o local.

Ele discutiu com a vítima e deixou o local para buscar uma arma. Na sequência retornou e cometeu o homicídio. Ele não conseguiu ferir mais pessoas porque Arruda, que era Guarda Municipal, atirou de volta e conseguiu deter o ataque.

De acordo com testemunhas e com o inquérito policial Guaranho entrou no local gritando “mito” e “aqui é Bolsonaro”. Ele foi até a Aresf porque não concordava com o tema da festa, que fazia uma homenagem ao presidente Lula.

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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