O grupo RIC está em negociações avançadas para a compra da Banda B. O negócio pode ser fechado nos próximos dias, segundo informaram pelo menos três fontes ao Plural. Embora não haja qualquer anúncio formal no momento e os donos das empresas não tenham ainda se pronunciado sobre o assunto, tudo indica que as conversas caminham para a aquisição tanto da rádio quanto do portal de notícias.
As conversas para a compra aparentemente começaram há cerca de três meses, pouco depois da morte do deputado estadual Luiz Carlos Martins, dono da Banda B, em julho deste ano. Além de ser o responsável pela gestão da rádio, Martins sempre foi o principal ativo da rádio, com seu programa matinal de grande popularidade.
A Banda B foi fundada em 1999 como rádio AM. Recentemente, com o anúncio da futura extinção das AMs, Luiz Carlos Martins comprou uma frequência da chamada FM estendida - rádios da frequência baixa que não podem ser sintonizadas em todos os aparelhos e ficam excluídas do dial de boa parte dos carros, por exemplo. Hoje a emissora transmite em 79,3 FM.
A RIC, retransmissora no Paraná da Record, tem seu próprio portal e também a rádio Jovem Pan de Curitiba - ambos concorrentes da Banda B. Ainda não se sabe qual o formato do grupo depois da compra: se haverá fusão dos portais, por exemplo. O que se sabe é que a rádio e o site da Banda B, caso comprados, manterão o nome, que é muito popular na cidade.
Hoje, a RIC, que tem as retransmissoras da Record, a Jovem Pan, a Jovem Pan News, o portal de notícias e a revista TopView, é um dos quatro grandes grupos de comunicação do Paraná, ao lado da RPC, dos irmãos Cunha Pereira e da família Lemanski (RPC, Gazeta do Povo, Mundo Livre, 98FM); do grupo Massa, de Ratinho (retransmissoras do SBT, rádios); e do grupo de Joel Malucelli (Band e BandNews FM).