A presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann, disse nesta segunda (13) em entrevista ao Plural, que uma das prioridades do partido para o ano que vem será eleger mais deputados federais e senadores, para facilitar as negociações com o Congresso caso o ex-presidente Lula volte a ser eleito. A ideia, segundo ela, é contar com mais deputados progressistas, mas que o partido também não se negará a negociar com partidos de outras tendências, o inclui as legendas do Centrão.
Segundo ela, a ideia propagada por Jair Bolsonaro (sem, partido), principalmente no princípio do mandato, de que é necessário não fazer acordos no Congresso com a “velha política” é ilusória. Gleisi diz que o próximo presidente terá que governar com o Congresso que o povo eleger, seja ele quem for. Por isso a importância, para ela, de eleger uma bancada maior.
No Paraná, por exemplo, que hoje tem três deputados federais petistas, a ideia é lançar um grande número de políticos de fora da bancada na expectativa de aumentar essa quantidade. Além dela própria, de Enio Verri e de Zeca Dirceu, devem estar na disputa, entre outros, o deputado estadual Tadeu Veneri e a vereadora curitibana Carol Dartora.
Gleisi diz que chegou a conversar com a ex-presidente Dilma Rousseff, convidando para uma disputa ao Senado. Dilma, porém, recusou, e diz que não pretende mais disputar mandatos - pretende apenas trabalhar pelo partido nos bastidores.
Na entrevista, Gleisi disse que Lula é o candidato do partido, embora ainda tenha pedido tempo para pensar. Negou que Marcos Lisboa vã ser conselheiro econômico da campanha, dizendo que os “fiscalistas” levaram o Brasil à situação em que está - o que inclui o ex-ministro da Fazenda de Dilma, Joaquim Levy.
Para a deputada, o programa de Lula passará necessariamente por um gasto maior do Estado para forçar a economia a se recuperar, ainda que isso signifique um aumento da dívida pública.
A presidente do PT disse ainda que não pretende ficar rebatendo as críticas dos pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, que tem sido um opositor constante de Lula e do PT. Para ela, Ciro disputará votos mais à direita, na tentativa de ser uma terceira via.
Veja a entrevista completa no vídeo.