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Prédio no Batel troca muros altos por pracinha para a população

Edifício da incorporadora Weefor também reduziu número de vagas de garagem para promover uso de transporte alternativo

Prédio no Batel troca muros altos por pracinha para a população
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Os moradores da Sete de Setembro, em Curitiba, viram surgir nos últimos dias uma nova pracinha. Só que, ao contrário do que acontece normalmente, essa não é uma praça aberta pelo poder público. O espaço foi criado como parte do processo de construção de um prédio na região, mas a ideia é que toda a vizinhança possa se beneficiar.

A praça atual fica no plantão de vendas do edifício, que se chama Mova, da incorporadora Weefor. Mais tarde, quando o prédio estiver pronto, haverá uma praça na frente do próprio edifício, com a mesma concepção de uso coletivo.

A ideia é que ter uma pracinha com gente circulando e com vida própria é muito melhor do que colocar muros altos para proteger os moradores. "Nós apostamos que isso integra o empreendimento com a rua, com a cidade, e que isso é muito mais eficiente para trazer segurança. Onde tem pessoas circulando existe mais segurança do que onde só existe um espaço vazio vigiado por câmeras", diz Maria Eugênia Fornea, CEO da Weefor.

Maria Eugênia diz que os projetos arquitetônicos prédios da Weefor são sempre escolhidos por concurso - e nesse caso, o vencedor foi escolhido justamente por promover essa integração com a cidade. Na pequena pracinha, que fica onde antes era um beco, há um banco, bicicletário e bebedouro. Até aqui, diz ela, o público do edifício, um condomínio de alto padrão no Batel, topou a ideia.

Não é a única ousadia do projeto. Hoje, no Batel e imediações, edifícios com apartamentos grandes chegam a ter quatro ou cinco vagas de carros por unidade. No Mova, que tem apartamentos de até 250 metros quadrados, serão duas vagas de garagem por apartamento. A ideia é incentivar que as pessoas se locomovam de forma menos poluente, o que inclui o transporte coletivo, bicicletas e caminhadas a pé.

Pelos cálculos da incorporadora, se todos os lançamentos do bairro seguissem esse padrão, seriam 37,5% menos carros nas ruas, reduzindo a emissão de gases poluentes ao estimular o uso de bicicletas.

Inclusive, a contrapartida social do edifício serão bicicletários em diversas cidades da região metropolitana. Todos eles ficarão em terminais de ônibus, para facilitar que as pessoas se locomovam de bicicleta não só quando estão numa atividade de lazer, mas principalmente quando precisam ir de casa para o trabalho.

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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