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Prefeitura publica decreto incluindo fonoaudiologia na área da educação, mas faltam profissionais

Tanto na saúde quanto na educação curitibanos sofrem para encontrar atendimento adequado em fonoaudiologia

Prefeitura publica decreto incluindo fonoaudiologia na área da educação, mas faltam profissionais
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Na última semana a prefeitura de Curitiba publicou decreto 334 que amplia as atribuições complementares de fonoaudiólogos para educação, além da saúde, onde já está prevista contratação destes profissionais. Na prática trata-se de um indicativo de que escolas poderão ter fonos, embora não haja abertura de vagas no documento.

Atualmente, de acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais Curitiba (Sismuc) há 18 fonoaudiólogos para atender toda população da cidade apenas na área da saúde.

Educação

Segundo o decreto publicado pela prefeitura na área da educação os fonoaudiólogos devem “proceder a avaliação e elaboração de programas de atendimento de fonoaudiologia aos educandos, dando parecer diagnóstico, seguindo as diretrizes do Departamento de Inclusão e Atendimento Educacional Especializado, de acordo com a competência do fonoaudiólogo” e “orientar a família quanto à execução de atividades cotidianas que contribuam no processo de educação e reabilitação do educando, sob acompanhamento do Departamento de Inclusão e Atendimento Educacional Especializado”, entre outros.

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Na vida real não é bem isso que acontece. O Plural ouviu pais de estudantes da rede pública que precisaram de suporte de fonoaudiologia em centros de educação do município. Em dois casos os responsáveis pagam do próprio bolso o suporte para fonoaudiologia porque o serviço não está disponível. Em ambos os casos a assistência beneficiaria alunos com autismo.

Suspensão do atendimento

Estudantes enfrentam dificuldades para receber atendimento especializado desde a pandemia da Covid-19. Em 2023, durante reunião do Conselho Municipal de Acompanhamento e Controle Social (Cacs), a retirada de profissionais de fonoaudiologia e psicologia dos Centros Municipais de Atendimento Educacional Especializado (CMAEEs) foi denunciada, porém, desde aquela época, os pais seguem sem atendimento para seus filhos.

A Secretaria Municipal de Educação (SME) não soube informar quantos estudantes precisam de atendimento fonoaudiológico na rede municipal e quantos já recebem. Também não respondeu quantos profissionais fonoaudiólogo atuam nas escolas de Curitiba atualmente. Sobre a publicação do decreto a pasta limitou-se a informar que “a contratação de fonos ainda está em tratativas entre as secretarias da administração, saúde e educação”.

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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