A Prefeitura de Curitiba suspendeu temporariamente a Concorrência Eletrônica nº CE/001/2026, que previa a contratação de empresa para construção do Circo de Curitiba no Centro Histórico da cidade. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (30) pela Secretaria Municipal de Obras Públicas e ocorre após a identificação de inconsistências nos valores do edital.
A obra, avaliada em R$ 8 milhões, é parte de um pacote de projetos anunciados pelo prefeito Eduardo Pimentel (PSD) no total de R$ 6 bilhões dentro do programa Pro-Curitiba.
Segundo o comunicado oficial, a suspensão foi motivada por um erro material na planilha de serviços, que gerou uma defasagem no orçamento estimado da licitação. O problema foi apontado a partir de um pedido de esclarecimento feito por um possível licitante. Com isso, o valor global do contrato precisará ser revisado antes da retomada do processo.
O edital prevê a contratação de uma empresa de engenharia para a implantação da Escola de Circo e Marionetes no Centro Histórico de Curitiba, com execução por empreitada a preço global e julgamento pelo menor preço .
O prazo previsto para execução é de 540 dias, com vigência contratual de até 690 dias .
Valores e problema identificado
O edital estabelece que as propostas devem respeitar um valor máximo estimado de R$ 8 milhões, calculado com base em tabelas oficiais de custos e detalhado em planilha orçamentária . No entanto, esse valor está incorreto devido à falha na transposição de dados.
De acordo com o comunicado de suspensão, o erro provocou uma subestimação do orçamento global, o que poderia comprometer a elaboração adequada das propostas pelas empresas, a competitividade do certame e a viabilidade econômica da execução da obra.
A administração afirma que manter o edital nessas condições violaria princípios previstos na Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021), como legalidade, isonomia, planejamento e eficiência.
A prefeitura informou que o edital será ajustado e republicado, com correção dos valores e eventual redefinição do cronograma. A nova data da sessão pública — inicialmente prevista para 1º de abril — ainda será divulgada.
Até lá, o processo permanece suspenso por tempo indeterminado.